Sobre Realengo em Pauta

Um Jornal totalmente dedicado ao bairro de Realengo. Informando e dando espaço em suas paginas, para que seus moradores expressem suas opniões, encaminhem sugestões e abre espaço para que comerciantes e empresários divulguem seus produtos ou serviços e com isso alavancar o progresso do bairro, gerando emprego aos seus moradores e melhoria de renda.

Enquanto Rio privatiza, por que Paris, Berlim e outras 265 cidades reestatizaram saneamento?

Serviços inflacionados, ineficientes e com investimentos insuficientes são motivos para a reestatização

Enquanto iniciativas para privatizar sistemas de saneamento avançam no Brasil, um estudo indica que esforços para fazer exatamente o inverso – devolver a gestão do tratamento e fornecimento de água às mãos públicas – continua a ser uma tendência global crescente.

De acordo com um mapeamento feito por onze organizações majoritariamente europeias, da virada do milênio para cá foram registrados 267 casos de “remunicipalização”, ou reestatização, de sistemas de água e esgoto. No ano 2000, de acordo com o estudo, só se conheciam três casos.

Satoko Kishimoto, uma das autoras da pesquisa publicada nesta sexta-feira, afirma que a reversão vem sendo impulsionada por um leque de problemas reincidentes, entre eles serviços inflacionados, ineficientes e com investimentos insuficientes. Ela é coordenadora para políticas públicas alternativas no Instituto Transnacional (TNI), centro de pesquisas com sede na Holanda.

“”Em geral, observamos que as cidades estão voltando atrás porque constatam que as privatizações ou parcerias público-privadas (PPPs) acarretam tarifas muito altas, não cumprem promessas feitas inicialmente e operam com falta de transparência, entre uma série de problemas que vimos caso a caso”, explica Satoko à BBC Brasil.

O estudo detalha experiências de cidades que recorreram a privatizações de seus sistemas de água e saneamento nas últimas décadas, mas decidiram voltar atrás – uma longa lista que inclui lugares como Berlim, Paris, Budapeste, Bamako (Mali), Buenos Aires, Maputo (Moçambique) e La Paz.

Sakoto Kishimoto, coordenadora para políticas públicas alternativas no Instituto Transnacional (TNI)

Privatizações a caminho

A tendência, vista com força sobretudo na Europa, vai no caminho contrário ao movimento que vem sendo feito no Brasil para promover a concessão de sistemas de esgoto para a iniciativa privada.

O BNDES vem incentivando a atuação do setor privado na área de saneamento, e, no fim do ano passado, lançou um edital visando a privatização de empresas estatais, a concessão de serviços ou a criação de parcerias público-privadas.

À época, o banco anunciou que 18 Estados haviam decidido aderir ao programa de concessão de companhias de água e esgoto – do Acre a Santa Catarina.

O Rio de Janeiro foi o primeiro se posicionar pela privatização. A venda da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) é uma das condições impostas pelo governo federal para o pacote de socorro à crise financeira do Estado.

A privatização da Cedae foi aprovada em fevereiro deste ano pela Alerj, gerando polêmica e protestos no Estado. De acordo com a lei aprovada, o Rio tem um ano para definir como será feita a privatização. Semana passada, o governador Luiz Fernando Pezão assinou um acordo com o BNDES para realizar estudos de modelagem.

Da água à coleta de lixo, 835 casos de reestatização

Satoko e sua equipe começaram a mapear as ocorrências em 2007, o que levou à criação de um “mapa das remunicipalizações” em parceria com o Observatório Corporativo Europeu.

site monitora casos de remunicipalização – que podem ocorrer de maneiras variadas, desde privatizações desfeitas com o poder público comprando o controle que detinha “de volta”, a interrupção do contrato de concessão ou o resgate da gestão pública após o fim de um período de concessão.

A análise das informações coletadas ao longo dos anos deu margem ao estudo. De acordo com a primeira edição, entre 2000 e 2015 foram identificados 235 casos de remunicipalização de sistemas de água, abrangendo 37 países e afetando mais de 100 milhões de pessoas.

Nos últimos dois anos, foram listados 32 casos a mais na área hídrica, mas o estudo foi expandido para observar a tendência de reestatização em outras áreas – fornecimento de energia elétrica, coleta de lixo, transporte, educação, saúde e serviços sociais, somando um total de sete áreas diferentes.

Em todas esses setores, foram identificados 835 casos de remunicipalização entre o ano de 2000 e janeiro de 2017 – em cidades grandes e capitais, em áreas rurais ou grandes centros urbanos. A grande maioria dos casos ocorreu de 2009 para cá, 693 ao todo – indicando um incremento na tendência.

O resgate ou a criação de novos sistemas geridos por municípios na área de energia liderou a lista, com 311 casos – 90% deles na Alemanha.

A retomada da gestão pública da água ficou em segundo lugar. Dos 267 casos, 106 – a grande maioria – foram observados na França, país que foi pioneiro nas privatizações no setor e é sede das multinacionais Suez e Veolia, líderes globais na área.

ETA GuanduDireito de imagemCOSME AQUINO
Image captionEstação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu (RJ)

Fácil fazer, difícil voltar atrás

De acordo com o estudo, cerca de 90% dos sistemas de água mundiais ainda são de gestão pública. As privatizações no setor começaram a ser realizadas nos anos 1990 e seguem como uma forte tendência, em muitos casos impulsionadas por cenários de austeridade e crises fiscais.

Satoko diz ser uma “missão impossível” chegar a números absolutos para comparar as remunicipalizações, de um lado, e as privatizações, de outro. Estas podem ocorrer em moldes muito diferentes, seja por meio de concessões de serviços públicos por determinados períodos, privatizações parciais ou venda definitiva dos ativos do Estado.

Entretanto, ela frisa a importância de se conhecer os riscos que uma privatização do fornecimento de água pode trazer e as dificuldades de se reverter o processo.

“Autoridades que tomam essa decisão precisam saber que um número significativo de cidades e estados tiveram razões fortes para retornar ao sistema público”, aponta Satoko.

“Se você for por esse caminho, precisa de uma análise técnica e financeira muito cuidadosa e de um debate profundo antes de tomar a decisão. Porque o caminho de volta é muito mais difícil e oneroso”, alerta, ressaltando que, nos muitos casos que o modelo fracassou, é a população que paga o preço.

Como exemplo ela cita Apple Valley, cidade de 70 mil habitantes na Califórnia. Desde 2014, a prefeitura vem tentando se reapropriar do sistema de fornecimento e tratamento de água por causa do aumento de preços praticado pela concessionária (Apple Valley Ranchos, a AVR), que aumentou as tarifas em 65% entre 2002 e 2015.

Litígios dispendiosos

A maioria da população declarou apoio à remunicipalização, mas a companhia de água rejeitou a oferta de compra pela prefeitura. Em 2015, a cidade de Apple Valley entrou com uma ação de desapropriação, e o processo agora levar alguns anos para ser concluído.

Satoko afirma que há inúmeros casos de litígios similares, extremamente dispendiosos aos cofres públicos e que geralmente refletem um desequilíbrio de recursos entre as esferas públicas e privadas.

“Quando as autoridades locais entram em conflito com uma companhia, vemos batalhas judiciais sem fim. Em geral, as empresas podem mobilizar muito mais recursos, enquanto o poder público tem recursos limitados, e muitas vezes depende de dinheiro proveniente de impostos para enfrentar o processo.”

Outro exemplo que destaca é o de Berlim, onde o governo privatizou 49,99% do sistema hídrico em 1999. A medida foi extremamente impopular e, após anos de mobilização de moradores – e um referendo em 2011 -, ela foi revertida por completo em 2013. Foi uma vitória popular, diz Satoko, mas por outro lado o Estado precisou pagar 1,3 bilhão de euros para reaver o que antes já lhe pertencia.

“É um caso muito interessante, porque a iniciativa popular conseguiu motivar a desprivatização”, diz Satoko. “Mas isso gerou uma grande dívida para o Estado, que vai ser paga pela população ao longo de 30 anos.”

Realidade brasileira

Já tem uma década que a Lei do Saneamento Básico entrou em vigor no Brasil, mas metade do país continua sem acesso a sistemas de esgoto.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 50,3% dos brasileiros têm acesso a coleta de esgoto. Para a outra metade do país – 100 milhões de pessoas – o jeito de lidar com dejetos é recorrer a fossas sanitárias ou jogar o esgoto diretamente em rios. Já o abastecimento de água alcança hoje 83% dos brasileiros.

O economista Vitor Wilher afirma que não se pode ignorar esse cenário. Especialista do Instituto Millenium, ele considera que, no Brasil, a privatização seria uma solução do ponto de vista técnico e pragmático.

Ao deter controle de outras áreas que poderiam ser geridas pela iniciativa privada – como saneamento básico, correios, indústria de petróleo – o Estado brasileiro não consegue oferecer serviços básicos de qualidade, como segurança, educação e saúde, afirma.

“Na situação a que chegamos, porém, é meio irrelevante discutir se o Estado brasileiro deveria ou não cuidar dessas áreas. Porque o fato é que o Estado não tem mais recursos para isso”, diz o economista.

Luiz Fernando Pezão e Paulo Rabello de CastroDireito de imagemAFP
Image captionGovernador do Rio, Luiz Fernando Pezão (direita), assina acordo de cooperação técnica com presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, para que o banco faça a modelagem da concessão da Cedae.

“Os recursos estão de tal sorte escassos que ou o Estado privatiza, ou essas áreas ficam sem investimento. Hoje mais de metade da população não tem saneamento básico. Um Estado que gera um deficit primário da ordem de quase R$ 200 bilhões ao ano não tem qualquer condição de fazer os investimentos públicos necessários no setor.”

Moeda de troca para austeridade

O caso do Rio, e da Cedae, é semelhante ao de outros países em que a privatização de serviços públicos é exigido por instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial como contrapartida para socorro financeiro.

Satoko lembra o caso da Grécia, onde a privatização das companhias de água que abastecem as duas maiores cidades do país, Atenas e Thessaloniki, era uma das exigências do programa de resgate ao país.

“É um approach absolutamente injusto, porque a companhia de águas é vendida meramente para pagar uma dívida. Mas, com isso, o dinheiro entra no orçamento público e imediatamente desaparece. Depois disso, a empresa já saiu das mãos públicas – ou indefinidamente, ou por períodos de concessão muito longos, que costumam ser de entre 20 a 30 anos”, pondera.

No papel, a Cedae é uma empresa de economia mista, mas o governo estadual do Rio detém 99,9% das ações. A companhia atende cerca de 12 milhões de pessoas em 64 municípios.

“No caso específico da Cedae, a entrega da gestão a iniciativa privada é ainda mais justificada”, considera Wilher, do Instituto Millenium.

“Além de a situação fiscal do Rio ser crítica, a Cedae não tem serviços de tratamento de água e esgoto satisfatórios há décadas”, diz ele, citando como contraponto o caso de Niterói, cidade vizinha ao Rio, em que a desvinculação da companhia pública e a privatização da rede de água levou a bons resultados. “É um dos cases de sucesso nos últimos anos no Brasil.”

Apesar das muitas deficiências que costumam ser apontados na qualidade e na abrangência do serviço prestado, a Cedae tem ganhos expressivos: só em 2016 o lucro foi de R$ 379 milhões, contra R$ 249 milhões em 2015 – um incremento de 52%.

Satoko afirma que o argumento da ineficiência de sistemas públicos de esgoto não podem ser uma justificativa para a privatização.

“Seus defensores apresentam a privatização como a única solução, mas há muitos bons exemplos no mundo de uma gestão pública eficiente. Afinal, 90% do fornecimento de água no mundo é público”, lembra. “A solução não é privatizar, e sim democratizar os serviços públicos.”

O economista Vitor Wilher ressalta, entretanto, que privatizar não significa uma saída de cena do estado. Uma parte fundamental do processo é uma estrutura de regulação sólida, estabelecendo obrigações, compromissos, prazos, políticas tarifária.

“Não se trata de entregar para a iniciativa privada. Os contratos têm que estar muito bem amarrados, senão a empresa poderia praticar os preços que quisesse e descumprir os serviços que lhe foram designados. Isso é um ponto importantíssimo. Não basta só privatizar, é preciso regular.”

Bandeira da Grécia em AtenasDireito de imagemREUTERS
Image captionNa Grécia, privatização de algumas companhias de água era uma das exigências do programa de resgate ao país.

Lógica do lucro ‘incompatível’ com serviços?

O estudo da remunicipalização de serviços aponta para incompatibilidades entre o papel social de uma companhia de água e saneamento com as necessidades de um grupo privado. Os serviços providos são direitos humanos fundamentais, atrelados à saúde pública e que, pelas especificidades do setor, precisam operar como monopólio.

Satoko considera que grupos privados não têm incentivo para fazer investimentos básicos que não teriam uma contrapartida do ponto de vista empresarial. No caso do Rio, por exemplo, investimentos necessários para aumentar o saneamento em áreas carentes não dariam retorno, considera.

“Com a concessão para grupos privados, a lógica de operação da companhia muda completamente. Os ativos não pertencem mais ao público. Ela passa a ter que gerar lucros e dividendos que sejam distribuídos para acionistas”, diz Satoko.

“O risco é enorme. Sistemas de água não pertencem ao governo, e sim ao povo. Se esse direito se perde, torna-se mais difícil implementar políticas públicas.”

A discussão necessária, considera Satoko, é como tornar uma companhia de saneamento mais eficiente e lucrativa para a sociedade. Quando a dívida pública se estabelece como prioridade, não há mais espaço para esse debate

Livro FAZENDA BANGU

Fazenda Bangu –“A Jóia do Sertão Carioca”.

 

Bangu- Dia 14 de março de 2020, estivemos presente na tarde de autógrafos e entrega aos que colaboraram com a pré-venda e receberam uma edição especial do livro de 300 páginas escrito a quatro mãos por Paulo Vitor Braga da Silva e Benevenuto Rovere Neto, fruto de uma pesquisa de nove anos, tema envolvendo principalmente a origem e a história do bairro de Bangu, documentalmente comprovada de nossa região.

divulgação.

O período que envolve os relatos vai de 1673 até 1914, e comenta somente a instalação da Fábrica, pois o foco era o período anterior ou seja o nascimento do bairro.
Este maravilhoso trabalho de pesquisa, onde somente trinta por cento do material foi utilizado (se não o livro teria o dobro de páginas), o que leva a crer que teremos continuação.

Feito com pré-venda da qual sem a mesma não seria possível este lançamento. E a qual os autores agradecem enormemente por este grande apoio dos 130 benfeitores.

O intuito inicial visava somente a curiosidade pessoal dos autores, mas cada vez que iam descobrindo, mais vontade dava de pesquisar e um riquíssimo material foi dando forma e resultou neste belíssimo trabalho.

Vale ressaltar a contribuição da filha do Benevenuto e da Esposa do Paulo Vitor, pois muitos documentos eram manuscritos em inglês traduzidos por Julia Rovere e Bruna Braga, um trabalho minucioso e cansativo, pois continham palavras muito antigas já em desuso e difíceis de se compreender e consequente de traduzir.
Os autores confirmam que o trabalho das duas foi primordial para a realização

O livro já se encontra a venda no museu de Bangu Ao valor de R$ 45,00

fotos: Luiz Fortes

Benfeitores recebendo a Edição Especial

Na rua Silva Cardoso 349ª – Bangu  (21) 3331-0025

Aberto de segunda a sexta-feira das 9hs às 17hs – almoço as 12hs.

Você que ama nossa região precisa ter esta preciosidade em sua coleção.

#bangu #museudebangu #fazendabangu

(visite o Museu, será uma experiência incrível)

 

 

IFRJ – REALENGO 10 ANOS

IFRJ – REALENGO 10 ANOS

Uma luta da sociedade civil organizada por um ensino de qualidade.

diretora Prof.ª Elisa Poças

A diretora Prof.ª Elisa Poças iniciou sua fala agradecendo a presença de todos contando que inicialmente as aulas daqui, começaram no Campus Nilópolis.

 

O Campus Realengo do IFRJ é resultado de um projeto de expansão do antigo CEFET Química, que visava à oferta de uma Unidade Educacional para o atendimento da comunidade a Zona Oeste do Rio de Janeiro. A presença dessa unidade na região é fruto de 26 anos de lutada população por um Ensino Técnico Federal.

As suas atividades tiveram inicio no 1º semestre de 2009, no Campus Nilópolis, em agosto de 2009, foi transferido para esta unidade própria e definitiva que ocupa uma área de 22.000m², além dos cursos de Graduação em Farmácia, Terapia Ocupacional e Fisioterapia também é oferecido o Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde.

A proposta deste Campus é garantir o acesso das classes populares ao conhecimento, garantindo o ensino plural gratuito, democrático e transparente e transparente. A realidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro, desafia o IFRJ a cumprir sua missão institucional de elevar perspectiva de crescimento de socioeconômico e consolidar a instituição como uma referência cientifica, social e cultural.

“Nosso desafio constante é criar vínculo com a região”

O , reitor do Instituto Federal do Rio de Janeiro cumprimentou seus amigos de mesa e ressaltou a importância da gente poder comemorar, pois a gente vive um momento importante e eu não diria nem só de resistência, mas de poder afirmar o papel ainda de consolidação da educação nos nossos pais, e acho que a própria história do campus ela mescla com essa necessidade.

Sr. Rafael Barreto Amada

No Brasil a gente faz educação profissional, faz educação Superior de forma emancipatória, a gente ainda precisa mostrar pra sociedade a importância e ir pro ensino superior, a importância de se dedicar a formação , a importância de buscar conhecimento, então qualquer expansão que a gente faça seja da universidade, seja do Instituto, ela é pra reafirmara necessidade disso, e esse campus, ele surge no momento exatamente que as instituições de educação profissional elas buscam a descentralização dos seus espaços, dos seus campus, das suas instituições e fortalecem isso.

Aqui no Rio de janeiro, a gente sempre teve, a Elisa, deve ter vivenciado isso muito lá, quando foi aluna do Campus Rio de Janeiro, era um grande problema levar um Campus pra Zona Oeste, tinha gente que dizia que a gente ia deixar de estar no Maracanã, pra ir pra Zona Oeste, as pessoas não percebiam que a ideia não era tirar de um lugar, pra colocar no outro, a ideia era aumentar, a ideia era exatamente fazer mais, se expandir. Então essa história a gente vivenciou muito na instituição quando éramos apenas dois Campus a expansão sempre foi por alguns criticada, pois achavam que ia dividir nosso orçamento, vai dividir nossos professores, vai ter gente que não é o “perfil dos nossos estudantes”. Só que a gente provou que a expansão, seja nas universidades, seja nos Institutos Federais, ela promoveu acesso, ela promoveu inclusão, ela promoveu outro perfil que hoje nossos estudantes possuem e que tem gente que ainda é contra. Ter um perfil social diferenciado, tem um perfil de história de vida diferenciado e ai eu acho que tudo se mescla com a história deste campus. Porque esse campus, não é a toa que a própria sociedade se mobilizou para ter um campus aqui…a própria sociedade da região da zona oeste do Rio de Janeiro, lutou para ter este campus e eu acho que essa sociedade, essa população aqui da Zona Oeste foi a grande vencedora desse processo, porque encontraram resistência tanto para este, quanto para o Campus do Colégio Pedro II.

 

E eu acho que isso precisa ser valorizado, então eu acho que a gente precisa realmente valorizar este lado bom, o nosso campo ainda tem uma necessidade ainda de demandas, a gente precisa cada vez mais fortalecer a relação deste campus com a região, pois ainda tem gente que não conhece nossa instituição e ai as vezes perde a oportunidade porque não sabe o potencial que esse campus tem…só que isso não vai acabar também não, não adianta vocês acharem que esse campus vai ser cem por cento conhecido , por que não vai, isso é sempre, só que temos de ter um planejamento de cada vez fazer mais, por exemplo ações como esta onde atores importantes do entorno do Campus, veículos de comunicação, espaços de discussão, os próprios debates que promovemos aqui. Eu lembro que assim que assumi a reitoria a gente fez uma reunião com a equipe inteira do campus, e chegamos ao consenso que precisamos pensar em infraestrutura, pensar na questão orçamentaria que é um fator, mas nunca podes esquecer do ensino, da pesquisa da extensão. Então a gente tentou fazer um planejamento, porque achamos que era o que faltava, precisamos ver a médio, longo e também a curto prazo.

Infelizmente as coisas mudaram um pouco em termos de política de investimento, vieram estes cortes orçamentários, a gente hoje não está tão ruim, exatamente porque fizemos um trabalho forte no legislativo, para conseguir emenda de bancada, querendo ou não ela tem ajudado um pouco a gente não ter que fechar as portas, conseguimos reestruturar a questão orçamentaria, foi um trabalho da reitoria de busca de diálogo com os diferentes atores do processo. Isso nos permitiu não estar tão em “crise”, mas eu tenho muito receio de como estará nosso orçamento em 2020. E a gente não pode deixar que ninguém imponha pra gente um processo de desenvolvimento, não pode impedir que a gente possa avançar então a gente precisa divulgar cada vez mais o que a gente faz, porque a gente faz muita coisa boa que justifica qualquer investimento, qualquer recurso colocado, qualquer Real investido nessa instituição, ele tem impacto na mudança da vida de pessoas dessa região, impacto na pesquisa, impacto na extensão, impacto no dialogo amplo do que é educação e pra que serve a educação.

Eu estava lembrando com a diretora Elisa mais cedo que eu sou ex-aluno do campus de Nilópolis e comecei minha carreira de professor também lá e participei de um grupo de trabalho de readequação e organização do curso de farmácia e lá no início a gente ainda não estava aqui, estávamos tendo aulas em Nilópolis eu tive a oportunidade de também contribuir e por isso me sinto muito parte da construção desse Campus também, por fazer parte da comissão que ajudou a construir o que hoje vocês tem, e com certeza já passou por muitas mudanças, mas e eu acho que isso é o crescimento. Estar aqui hoje é muito bom, a gente precisa cada vez mais valorizar apesar de muita coisa não estar como gostaríamos, mas temos de estar feliz, pela oportunidade de estudar aqui, trabalhar aqui, e esse agradecimento especial à vocês por confiarem no IFRJ, é importante, aos diversos servidores, terceirizados, parceiros que estão no dia a dia, pedir para continuar trabalhando diariamente se dedicando porque a gente vai passar pelos dias nublados e vai acabar com a chegada de um sol destes. Eu tenho certeza que a gente vai mostrar o quanto é importante sim, investir em educação, o quanto essa instituição tem retorno social, quanto te a sua importância e o quanto essa instituição precisa ajudar a Zona Oeste do Rio de Janeiro. Obrigado e Parabéns a todos.

Diretoria do IFRJ

A mesa foi composta além do Reitor Rafael e da Diretora geral Elisa, também pela prfª. Hélia Pinheiro, diretora de ensino, do Sr. Saulo íris Nascimento de Oliveira, diretor administrativo, do diretor de apoio Técnico ao Ensino sr. Luiz Otavio Amaral, e por fim da coordenadora de Extensão prfª. Carolina de Santos Souza.

Serviço: 

Endereço:  Rua Professor Carlos Wenceslau, 343 – Realengo, Rio de Janeiro – RJ

tel: 21 3107-6013

Processo seletivo aberto para o curso técnico em Agente Comunitário de Saúde do IFRJ Campus Realengo

 

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) tornou público edital contendo as normas referentes ao Processo Seletivo para preenchimento de vagas relativas à Educação Profissional Técnica de Nível Médio, oferecida de forma concomitante/subsequente ao Ensino Médio, para o 2º período do ano letivo de 2019.

No Campus Realengo, são oferecidas 36 vagas para o curso técnico em Agente Comunitário de Saúde.

Para concorrer a uma vaga ao curso técnico em Agente Comunitário de Saúde, o candidato deve ter concluído o Ensino Médio ou estar cursando, em 2019, a 2ª série.

O curso é gratuito tem duração de 1 ano e meio e as aulas ocorrem 2 vezes por semana (manhã e tarde).

O processo seletivo de classificação de candidatos será mediante a realização de prova, que ocorrerá no dia 19/05, domingo.

Serão 10 questões de Língua Portuguesa e 10 questões de Matemática, todas de múltipla escolha, abrangendo conteúdos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

A classificação dos candidatos acontecerá por meio de dois sistemas de vagas: o de Ampla Concorrência (AC) e o Sistema de Reserva de Vagas (SRV) para Escolas Públicas.

A inscrição deve ser realizada por meio do preenchimento do Formulário de Inscrição disponibilizado na página do Instituto Selecon – www.selecon.org.br – até o dia 07 de maio de maio de 2019. A taxa de inscrição tem o valor de R$ 50,00 (cinquenta reais), e poderá ser paga até o dia 08 de maio de 2019.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Edital e mais informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no site do IFRJ: www.ifrj.edu.br.

 

 

CLUBE DO RITMO

 

Bibi Ferreira, atriz, cantora e compositora que fez história nos musicais brasileiros, morreu nesta quarta-feira, 13 de fevereiro, aos 96 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo empresário da artista e por sua família, que acredita que Bibi morreu dormindo.

Fruto de uma família profundamente ligada ao circo e ao teatro —seu pai era o ator Procópio Ferreira, um dos maiores nomes das artes cênicas do país, e sua mãe era a bailarina espanhola Aída Izquierdo (também apelidada Bibi)—, a artista estreou nos palcos já aos 24 dias de vida, no espetáculo Manhãs de Sol, com a madrinha Abigail Maia, substituindo uma boneca de pano. Desde então, não deixou os holofotes. Aos três anos, animava os entreatos dos espetáculos da companhia de teatro da mãe, a Velasco.

A estreia profissional chegou aos 18 anos, depois de uma infância de aulas de ópera, piano e violino, além de uma temporada no Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, dos sete aos 14 anos. Em 1941, atuou ao lado do pai em La Locandiera, peça de Carlo Goldoni. Apenas um ano depois, fez história ao montar sua própria companhia e tornar-se uma das primeiras mulheres a dirigir teatro no Brasil, com a obra Fizemos Divórcio, em que conduziu o próprio pai em cena. Nessa época, trabalhou com nomes como Cacilda Becker, Maria Della Costa e a diretora francesa Henriette Morineau.

Bibi Ferreira levou muitos dos artistas com quem trabalhou no teatro para a televisão em 1960, quando inaugurou a TV Excelsior com o programa Brasil 60. Também apresentou Bibi sempre aos domingos e, em 1968, estrelou o musical Bibi ao vivo, transmitido direto do auditório da Urca. Pouco depois, realizou os papeis que marcaram sua carreira: My fair lady (Minha Querida Dama), de Frederich Loewe e Alan Jay Lerner, e Hello, Dolly!,  versão da obra The matcmaker, de Thornton Wilder, com Hilton Prado e Lísia Demoro.

A artista também foi responsável por um dos maiores sucessos do Canecão, ao dirigir o espetáculo Brasileiro, profissão esperança, inspirado na obra do compositor Antonio Maria e protagonizado por Paulo Gracindo e Clara Nunes.

Ganhadora do Prêmio Molière, em 1975, por interpretar Joana em Gota D’água, de Paulo Pontes e Chico Buarque —montagem que ambientava a tragédia Medeia em um morro carioca—, Bibi também eternizou a fadista Amália Rodrigues em Bibi vive Amália, nos anos 2000. Também se apresentou acompanhada por orquestra e coral os recitais Bibi in concert e Bibi in concert pop.

Em entrevista a EL PAÍS em agosto de 2018, Fernanda Montenegro afirmou que Bibi era sua “raíz”. “No momento, embora com 97 anos, Bibi Ferreira é a grande mulher, a grande atriz, a grande produtora, a grande artistas dos palcos desse país. Não sou eu. É nela que eu me espelhei quando eu tinha 15 ou 20 anos. Além dela, Dulcina de Moraes. Mas Bibi trabalhou até 95 anos e é também uma cantora extraordinária, uma mulher de palco absoluta”, disse a atriz.

“Ô meu Deus! Que dia triste para o Brasil! Brilhe sempre, Estrela Bibi”, disse Elza Soares em seu conta no Instagram. A também cantora Alcione afirmou que “perdemos a maior personalidade do teatro brasileiro”, enquanto a atriz Zezé Motta disse que não consegue “imaginar o mundo e os palcos” sem pessoas como Bibi.

“Acabamos de perder a grande dama do Teatro Brasileiro. Bibi abrilhantou nossos palcos com seu talento e sabedoria, foi uma atriz, cantora e diretora única em seu entendimento da arte teatral, em seu olhar sobre a humanidade, com a força e o mistério do amor, da entrega e dedicação ao ofício da interpretação. Todos nós aprendemos com ela e a reverenciamos. Vai continuar brilhando no céu de nossa memória. Nos palcos e na vida nosso amor e gratidão eternas! Bravos Bibi”, publicou a atriz Beth Goulart.

IFRJ divulga Edital do processo seletivo para os cursos de graduação

 

O Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) divulgou Edital sobre a seleção de candidatos para o preenchimento das vagas dos cursos de graduação oferecidos pelo Instituto, para ingresso no 1º semestre de 2019, utilizando-se do Sistema de Seleção Unificada (SiSU).

O IFRJ é uma instituição de ensino pública e oferece cursos gratuitos.  Possui 15 campi, sendo um deles situado em Realengo, na Rua Professor Carlos Wenceslau, 343.

O Campus Realengo do IFRJ oferece cursos de graduação em Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Em 2019, serão disponibilizadas 30 vagas no total para cada curso, sendo que 50% das vagas de cada curso serão ocupadas pelos candidatos que optarem pela modalidade Ampla Concorrência e 50% pela modalidade Ação Afirmativa.

A seleção dos candidatos será efetuada exclusivamente com base nos resultados obtidos pelos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), referente ao ano de 2018.

Os candidatos interessados deverão se inscrever através do site do SiSU http://sisu.mec.gov.br no período de 22 a 25 de janeiro de 2019.

O Edital assim como mais informações sobre todos os cursos de graduação oferecidos pelo IFRJ estão disponíveis em https://portal.ifrj.edu.br/processo-seletivo-sisu-2019.

Fonte:

Carolina Andrade

Assessoria de Comunicação

IFRJ Campus Realengo

https://portal.ifrj.edu.br/realengo

https://www.facebook.com/ifrjrealengo

Sistema Único de Saúde

Conforme a Constituição Federal de 1988 (CF-88), a “Saúde é direito de todos e dever do Estado”. Assim foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS), um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, que abrange desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país.

No período anterior a CF-88, o sistema público de saúde prestava assistência apenas aos trabalhadores vinculados à Previdência Social, aproximadamente 30 milhões de pessoas com acesso aos serviços hospitalares, cabendo o atendimento aos demais cidadãos às entidades filantrópicas.

Com a sua criação, o SUS proporcionou o acesso universal ao sistema público de saúde, sem discriminação. A atenção integral à saúde, e não somente os cuidados assistenciais,  passou a ser um direito de todos os brasileiros, desde a gestação e por toda a vida, com foco na saúde com qualidade de vida.

A CF-88 e posteriormente, a Lei Orgânica da Saúde, de nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, intensificam debates já existes acerca do conceito. Nesse contexto, entende-se que saúde não se limita apenas a ausência de doença, considerando, sobretudo, como qualidade de vida, decorrente de outras políticas públicas que promovam a redução de desigualdades regionais e promovam desenvolvimentos econômico e social.

Dessa maneira,  o SUS, em conjunto com as demais políticas, deve atuar na promoção da saúde, prevenção de ocorrência de agravos e recuperação dos doentes.  A gestão das ações e dos serviços de saúde deve ser solidária e participativa entre os três entes da Federação: a União, os Estados e os municípios.

A rede que compõem o SUS é ampla e abrange tanto ações, como serviços de saúde. Ela engloba a atenção básica, média e alta complexidades, os serviços urgência e emergência, a atenção hospitalar, as ações e serviços das vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental e assistência farmacêutica.

Simples, recatado e por isso mesmo um grande cidadão.

Um morador como tantos outros, mas a Simplicidade é sua maior arte.

O Canal Multi Rio fez uma matéria com o Realenguense Sebastião Chuab.

Sebastião ao lado de uma de suas obras

Gente como a gente, simples do bem artista batalhador de  seus sonhos, Artista de mão cheia, estudante de História, um exemplo para seus filhos e para as muitas crianças que ajuda a monitorar em seu trabalho.

Você sabe o que move as pessoas que fazem parte da comunidade escolar?
A Multirio acompanhou a jornada do agente educador Sebastião Chuab que usa as próprias mãos para espalhar arte no GEO Juan Antonio Samaranch – RJ / BR (1ª CRE),

em Santa Teresa. Lá ele promove oferece oficinas de entalhe em madeira para os alunos. Além disso, Sebastião também cursa história na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

 

Sebastião contou ao blog pro Realengo este pequeno relato.

Na opinião do artista a que mais lhe encanta.

São Judas Tadeu,

Meu nome é Sebastião  Chuab, morador de  Realengo, 55 anos, funcionário  da prefeitura RJ, Iniciei por influencia do meu pai no manejo da madeira. Observava o trabalho dele na confecção de pequenos móveis de madeira. Ao longo dos anos fui aperfeiçoando o corte e ao mesmo tempo fazendo renda deste material.

Aprendi a entalhar várias peças: paisagens, estatuetas,placas,bonecos,etc.

Hoje, paralelo ao trabalho atendo algumas encomendas de meus clientes. O tempo é curto mas procuro dar um prazo grande consigo realizar o trabalho. O meu trabalho é na sua maioria feito com madeira reaproveitada,  o que contribui para transformar o que iria pro lixo em uma  obra de arte. Por exemplo a arte de São Judas Tadeu, foi uma encomenda de uma senhora, que estava com câncer e recebeu a benção da cura e doou a imagem a uma igreja de Mesquita.

 

Conheça mais sobre a história de vida dele no vídeo!

E, além disso, ainda encontra tempo para cuidar do meio ambiente, pois como fundador da AMPARA, (Associação do Movimento de proteção Ambiental de Realengo e Adjacências) faz parte da cooperativa COOPREAL, que recebe óleo saturado de cozinha para reciclagem, um parceria com instituições governamentais do RJ.

Parabéns ao Tião.

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fonte : MultiRio