Sobre Realengo em Pauta

Um Jornal totalmente dedicado ao bairro de Realengo. Informando e dando espaço em suas paginas, para que seus moradores expressem suas opniões, encaminhem sugestões e abre espaço para que comerciantes e empresários divulguem seus produtos ou serviços e com isso alavancar o progresso do bairro, gerando emprego aos seus moradores e melhoria de renda.

Cobertura da Missa de um ano da tragédia de Realengo.

MISSA DAS CRIANÇAS DA TASSO DA SILVEIRA    

O domingo de Pascoa foi marcado pela emoção, dor , triste e saudade na missa pela um-ano-021passagem de 01 ano de falecimento das crianças da escola Tasso da Silveira. Centenas de pessoas lotaram não só a Igreja como o espaço armado do lado de fora pela Prefeitura do Rio de janeiro, onde puderam acompanhar a cerimonia através de seis telas de LCD. As famílias das vítimas e dos sobreviventes chegaram às lagrimas com a saudade e lembrança dos seus ante queridos. Alguns chegaram a passar mal e tiveram que ser socorridos pela UTI móvel da prefeitura que ficou a disposição do evento. A celebração presidida pelo Pároco local cônego Luiz Carlos Vidal e o padre Omar Raposo que durante sua homilia emocionou os presentes traçando uma junção da ressureição de Jesus com a de todas as vitimas da tragédia. Em diversas partes da liturgia os parentes participaram com objetos que lembravam cada criança falecida e foram homenageados recebendo rosas distribuídasum-ano-010 pela equipe da paroquia. Ao final, já no pátio da Igreja, balões com os rostos dos doze anjinhos foram soltos e tomaram os céus acima da paroquia. Transcrevemos as entrevistas feitas com o herói que evitou uma tragédia maior Sgt PM Alves, com uma das mães Andreia (mãe da Thayane) e com o celebrante Conego Luiz Carlos Vidal .   

        

    

Sgt. Marcio Alve, policial que evitou uma tragédia ainda maior.

O Realengo em Pauta colheu depoimento do Sgt. Márcio Alves.  

 ReP: O que passa na sua cabeça após 01 ano da tragédia?    

Sgt. PM Alves: Passa tudo não vai ser esquecido nunca. Uma coisa que marcou muito, além de marcar a comunidade, marcou muito minha carreira uma das ocorrências que eu tive a mais importante nos meus vinte anos de corporação foi essa. Uma coisa que não vai sair nunca da memoria.    

      Andreia mãe de Thayane:   

 ReP: Como é este momento desta missa após um ano da tragédia?   

 Andreia mãe de Thayane: Momento único momento especial até pelo fato da tragédia ter chocado todo o Brasil. E também é muito triste saber que 12 anjos se foram e saber que a Thayane hoje também tá aqui representando esses 12 anjos. Momento feliz saber que ela esta aqui, tá viva e pode representar esses 12 anjos e momento único mesmo de muita felicidade e de muita tristeza também ao mesmo tempo infelizmente a gente tá aqui para isso e hoje aum-ano-017 gente sabe que temos que continuar. Pra quem ficou a vida continua, a vida segue, os sonhos permanece o sonho da Thayane é poder voltar a andar ela sonha com esse momento todos os dias. Eu acho que a gente tem que lutar para isso, lutar para um mundo melhor, lutar para se tornar uma pessoa melhor e ter sempre um sorriso no rosto.  E poder agradecer os que ficaram aqui, as mães que estão aqui. Eu digo sempre para minha filha, as mães que perderam seus filhos e ganharam uma filha que é a minha filha Thayane.   

 ReP: Passados 12 meses como está o apoio público as famílias? No início tudo é fácil todo mundo quer ajudar, com o passar do tempo  as pessoas esquecem e as dificuldades continuam?   

 Andreia mãe de Thayane: Olha o apoio a todas as mães eu já não posso dizer a você como está sendo. A única coisa que posso dizer que todas as outras já aceitaram o acordo que foi proposto. Eu fui a única que não aceitei porque eu acho que a ajuda que a Thayane precisa vai muito além de dinheiro. Então não tô aqui para me beneficiar e o beneficio é todo dela e então hoje eu luto para ela ter um tratamento digno que embora o pessoal da prefeitura já se manifestou  dizendo que a Thayane esta tendo o tratamento adequado ela não está não. Se ela estivesse tendo o tratamento adequado ela não estaria enfrentando fila nos hospitais públicos. Como na última quarta feira, eu levei ao hospital Jesus com ela e peguei o número 17, então assim faltou aula para ir o hospital e chegou pegou o numero 17 que prioridade Thayane tem?  Como cadeirante ela não tem nenhuma ela deveria ter porque ela estava dentro de um colégio da prefeitura e não tem prioridade nenhuma. Eu como mãe já liguei para lá (prefeitura) e falei que enquanto ela estiver fazendo tratamento em rede pública ela não vai à consulta nenhuma.   

 ReP:  Cônego Luiz Carlos gostaríamos  de ouvir suas palavras neste um ano em que a Igreja acompanhou toda essa tragédia e que hoje lembramos com essa missa?   

 

Padre Luiz Carlos Vidal
Padre Luiz Carlos dando depoimento exclusivo ao Jornal Realengo em Pauta

Cônego Luiz Carlos de Oliveira Vidal: Acho que é um privilegio para todos nós neste dia que nos comemoramos o Domingo da Ressureição de Jesus.  Valorizarmos todos os nossos sofrimentos que passamos por esse fato e essa chacina. A gente sempre aprende com tudo e tudo o que acontece na nossa vida, é sempre bom para nos aproximar de Deus. Porque nos temos fé temos esperança, Acho que a gente ao participar dessa missa com todo esse povo aqui reunido, demos uma demonstração que é importante acreditar sempre na força do amor em nossa vida é Pascoa, é Ressureição, mais que isso é um privilegio hoje podermos rezar por essas crianças e por esses adolescentes e termos a certeza que eles hoje velam por nós. Que assim seja.   

e-mail e link para o Blog dos Anjos de Realengo    osanjosderealengo@gmail.com http://osanjosderealengo.blogspot.com.br/     

 [slideshow id=6] [nggallery id=6]

Show da Claudia Leitte na Arena Music, é cancelado em cima da hora

catiaeisabela

Isabela Mascarenhas e Cátia Bocage.

Cátia Bocage (moradora de Bangu) e Isabela Mascarenhas (moradora de Realengo) Estavam presentes na hora do show. Foi um absurdo uma falta de consideração, nem ingresso na hora foi devolvido mesmo se houve a possibilidade de não haver o show deveriam comunicar antes. É ou não é uma falta de respeito uma falta de amor mesmo com as pessoas? Afinal nós nos despencamos até ali, ficamos parados muito tempo na porta, por mais de duas horas de espera. Ninguém avisou nada previamente e mesmo assim quando avisaram não houve uma postura, cada um dando seu jeito procurando da forma mais rapida possível para ir embora e obter o seu dinheiro de volta. Não teve como. Falaram o seguinte volta na bilheteria e recebe seu dinheiro, a gente retornou e disseram que não houve nenhuma noticia, no mesmo ambiente não teve uma comunicação, ou seja, além de mal gerido é mal organizado. Realmente perde credibilidade e a nossa presença pois aqui não volto mais.

mariadocarmo
Maria do Carmo botando a boca no trombone.
 Maria do Carmo (moradora de Realengo) Bom, fiquei sabendo por um colega meu que trabalha na segurança, antes mais cedo umas 4 horas da tarde, ele tinha avisado que a previsão era que não teria o show, eu perguntei por quê? E ele disse que teve um problema não se sabe qual. Quando deram umas seis horas, tivemos a confirmação que não iria ter, eles se reuniram com os seguranças e ele falou realmente foi cancelado que seria bom até ir
 

embora, não ficar aqui pelo fato de poder haver confusão. Nós ficamos para esperar para saber se iriam devolver o dinheiro na hora e como iria ser e meu colega Renato foi lá e falou com os seguranças e eles falaram para irmos amanhã ao local que compramos os ingressos e que talvez fossem devolver que era pra gente correr atrás. Foi muito chato, pois não é a primeira vez que acontece isso aqui. Logo na estreia já houve cancelamento, o Raça Negra não veio, assim suja a imagem da casa de show que teria tudo para ser uma casa legal em Realengo também. Renato (morador do Barata) Eu fiquei até indignado porque a menina é fã de Claudia Leite dessas de chorar e ela estava num canto chorando porque a cantora não tinha vindo. Acaba suprindo a expectativa do artista vim e tal ai chega a artista não vem. A pessoa fica decepcionada.

fasdesolados-09
Rodrigo, Jessica e Alan.
 Rodrigo, Jessica, Alan (moradores de Deodoro) Chegamos aqui umas cinco horas e ficamos aqui fora curtindo e tudo aberto ainda. E na hora de todo mundo entrar, não vai ter mais, que não tinha alvará e nem nada. Como é que organiza um evento sem alvará já que é uma casa de show Arena Music. Jessica conta que comprou o ingresso nas mãos de circulantes com camisas da Arena Music pagou R$ 50,00, na loja custava R$ 25,00 sendo dois ingressos R$ 100,00. Rodrigo fala que quem vende na loja ganha uma pequena porcentagem e que tem obrigação de devolver é a casa de show Arena Music. Pediu para falar com os organizadores e só tinha segurança. Eles falam que pensam em acionar judicialmente por danos morais e propaganda enganosa.

O Realengo em Pauta flagrou a desordem que se instaurou no local. vejam as fotos no slide show.

[slideshow id=7]

[nggallery id=7]

Texto do comentário: Boa tarde! Procurei pelo site do Arena Music de Realengo, mas infelizmente não encontrei.
Bem preciso falar com alguém responsável imediatamente.
Minhas duas filhas e duas sobrinhas compraram o ingresso pra assistir Clauda Leite e Preta Gil, porém na hora de entregar o abada foi um sufoco. parecia que elas estavam pedindo esmolas.Primeira a promessa de entregar os mesmos três dias antes do show, o que não aconteceu. Ficaram de entregar no dia anterior e minhas filhas e sobrinhas foram pro local de manhã,ja passava das 13hs e mandaram todos irem embora e voltar mais tarde um pouquinho. Voltaram depois das 17hs. Passei la por volta das 19 hs e nem sinal de entrega. Ja passavam das 21hs quando os abadas foram entreguem em meio a uma confusão. No dia seguinte, que deveria ser o show, as meninas chegaram la e para grande surpresa o show foi cancelado.
Agora o que elas estão vivendo é o dilema de pegar o dinheiro delas de volta e não  conseguir. Elas não tem todo tempo do mundo disponível e falei pra elas não irem mas. Agora eu quero dia e hora marcada pra EU ir buscar o dinheiro, pois esse local, sem organização, minhas filhas não frequentarão nunca, ja que era a primeira vez que elas davam prestigio ao bairro.
Por favor peço que alguém responsável por aquele lugar me mande um e-mail até terça dia 24/04/2012 a noite, pois depois sera tarde demais.
Agradeço a atenção,
Sandra

Edição nº 6: Rio Catarino – Descaso que gera tragédias.

RIO CATARINO: DESCASO QUE GERA TRAGÉDIAS

O Rio Catarino, localizado no bairro de Realengo, tem gerado muitos problemas para a população do bairro, que varia de enchentes até acidentes que causaram mortes. Em meio à situação, muitos são os envolvidos para tentar solucionar o caso, porém com muitas tentativas em vão. O descaso dos órgãos públicos gera cada vez mais transtorno para os moradores, que não tem nenhuma previsão de resposta e se encontra “às escuras”.

Mesmo depois de aproximadamente 6 anos de luta, os moradores do bairro de Realengo ainda enfrentam muitos problemas causados pelo Rio Catarino, que nasce na Serra do Barata (Maciço da Pedra Branca) e deságua no Rio Marinho junto a Av. Brasil, passando por ruas como Olímpia Esteves (atravessa), Luiza Barata,  cruza a Limites, passa na Castelo Branco mas ali é canalizado, e profundo, somente o odor incomoda, Av. de Santa Cruz e Bernardo de Vasconcelos, atravessa a linha férrea e causa estragos na comunidade Malloca. A cada ano que passa, a situação se agrava ainda mais, principalmente em épocas de chuvas constantes, onde o rio transborda causando muitas enchentes e até mortes por onde passa.
Foi pensando nisso que alguns moradores do bairro se uniram em prol da causa, criando o SOS Catarino, um movimento popular que existe desde 2007, e serve para alertar e comunicar as autoridades sobre a situação problemática do Rio Catarino, que atualmente também conta com o apoio a AMPARA (Associação Movimento de Preservação Ambiental de Realengo). Depois da criação desse projeto, alguns contatos foram realizados com autoridades, que em meio a certa burocracia, demonstram certo descaso com a situação.

Para saber mais como anda o processo de recuperação do Rio Catarino, buscamos falar com algumas pessoas que se encontram engajadas ao projeto, e moradores que sentem na pele os problemas causados pelo rio.

Uma dessas pessoas foi o presidente da AMPARA, Marcos de Moraes, que relata alguns acontecimentos e a posição dos órgãos públicos sobre o caso. Porém, o problema parece nunca ter a desejada solução. “Desde 2007 pra cá, nada evoluiu. O que nós conseguimos, foi uma intervenção do Ministério Público, com assuntos relacionados a ação civil publica, mas somente solucionando o problema em apenas uma parte, que não é o que queremos, e sim, uma solução para todos”, disse Marcos. E com a solução do problema sendo sempre adiada, este vai tomando proporções ainda maiores. “A cada ano que passa, a enchente do rio parece ir mais adiante. Hoje em dia ela pode ir até a Praça Padre Miguel no centro de Realengo,  comentou.

A solução apresentada pela Prefeitura para a recuperação do Rio Catarino seria a canalização do mesmo, o que não seria o ideal, pois “mataria o rio”, disse Marcos. E acrescenta: “A solução que temos hoje não é a correta, que é jogar o esgoto em outro local, pois assim só estamos mudando o problema de lugar. O que deve ser feito é um tratamento do esgoto, antes dele ser despejado no rio, como se diz que é feito em Jacarepaguá, por exemplo. Essa solução seria a ecologicamente correta.” Com tantos pedidos de ajuda e nada ainda feito em prol da causa, ficamos nos questionando: Será que existe, de fato, uma predisposição do poder público para solucionar o caso? “Aparentemente não existe.

Em 2008, foi realizado pela AMPARA um seminário junto à população, para discussão do caso. Em meio a tantas mudanças de projetos, em que algumas alterações e informações ainda nem foram divulgadas, o presidente da Associação de Preservação Ambiental comunica que irá realizar em breve um novo seminário, a fim de deixar a população a par da situação do Rio Catarino. “Iremos realizar um novo seminário, e quem sabe convocar alguma autoridade responsável pelo caso. […] Devemos alertar que o problema não é resolvido rapidamente. Algumas pessoas têm essa consciência, outras já querem uma solução imediata. Dependemos de verbas, de vontade política. É tanta coisa que não pode ser resolvido rapidamente”, declarou ele.

Alguns problemas que o Rio Catarino apresenta não são somente originários dele. Muitos outros rios não só do bairro de Realengo, mas também são causados por rios que se encontram ao redor dele. E além de Realengo, problemas como esse estão espalhados por todo o estado do Rio de Janeiro. Existem também as construções irregulares, feitas nas margens dos cursos d’água, e o lixo jogado dentro deles, que agrava, ainda mais o caso. Muitos falam em uma possível drenagem do Catarino, para solucionar a situação. Porém, a drenagem causaria impacto ambiental no mesmo. “Embora o rio não possua vida, ainda sim existe um impacto ambiental no solo dele, por exemplo. A drenagem é uma solução aleatória. Não resolve, mas ameniza o problema”, diz Marcos. “O ideal também seria uma manutenção periódica do rio, retirando o lixo dele, assim diminuindo o impacto que ele tem no caso de uma enchente” acrescentou, devido a uma observação feita pela Comlurb, órgão que seria responsável pela manutenção do rio, que declarou que não seria possível a manutenção do rio, devido às construções em sua margem, e o espaço que não comportaria as máquinas necessárias para tal limpeza.

O Rio Catarino não possui uma grande extensão, porém passa por muitas ruas de Realengo, e em certos pontos, devido a sua extensão não ser sempre estável, contendo algumas alterações como curvas, e profundidade maior em certos pontos, acaba causando um impacto maior em certos pontos. De acordo com informações dadas por Marcos, os locais que são sempre mais atingidos severamente são: Condomínio da Rua Limites, devido a grande concentração de moradores que sempre ficam ilhados quando ocorrem enchentes, e onde também já aconteceu acidentes; Rua Nepomuceno, pois é uma área mais baixa e mais propícia a enchentes, e onde o Rio Catarino apresenta mais curvas e bancos de areia; Rua Bernardo de Vasconcelos e Av. de Santa Cruz, pois são ruas de mais movimento de trânsito, e Maloca, por ser uma área onde existe muitas casas localizadas perto do rio.

Enquanto procuramos a melhor alternativa para ajudar o Rio Catarino, sua situação se complica cada vez mais. São muitos os órgãos públicos envolvidos ou entidades fundadas pela própria população. Mas o que temos ter em mente, é que a solução começa sempre com os próprios moradores, que devem cada vez mais se conscientizar da situação, e não jogar lixo no rio, por exemplo. Além disso, devemos sim, cobrar soluções dos órgãos responsáveis pelo assunto, pois são formados por pessoas eleitas pela própria população, e é dever deles tomar medidas para garantir o bem estar da mesma. A solução do problema vem sempre das duas partes.

Por Laís Brites

MALOCA

O rio que nasce na serra do barata e corta o bairro de Realengo passa pela favela Vila Vintém. Nossa reportagem percorreu as vielas da maloca com o Líder comunitário Sergio Amorim e vimos em Loco os transtornos que o rio e suas cheias causam na população carente. Nosso passeio pela maloca com Sergio Amorim começou pela Travessa Imperador, rua rente a linha do Trem, por onde o rio passa abaixo doa trilhos.

Logo no Início um morador nos leva a uma casa onde um jovem chamado Marcio Leandro contraiu dengue. A doença foi diagnostica pelo PAM Bangu. Agora é monitorado pelo posto de saúde com a administração de soro fisiológico. Segunda a tia de Marcio Leandro, dona Celia existe outro caso, na esquina da mesma rua.

Sergio Amorim nos leva a localidade da Maloca. Lá o líder comunitário conseguiu obras em 2003/2004 para calçamento. Junto a uma pequena ponte que atravessa o rio Catarino constatou que o leito do rio é bem espremido pela e que o curso de agua  está muito próximo da margem (cerca de 50 cms.) Qualquer chuva já transborda o rio e as enchentes trazem danos aos moradores. Com a casa grudada no rio Dona Regina aponta aonde a agua chega e diz que perdeu todos os moveis.

Ainda na maloca encontramos o agente de saúde Fernando. Ele nos relata que os problemas de saúde são constantes. A localidade tem muitas crianças que brincam quando ocorre cheias e depois aparecem as doenças de pele, diarreias e a dengue.

Já chegando à rua mesquita, a comerciante Cyntia, aponta o local que a agua do rio alcança quando enche e que muitos moradores perdem moveis e eletrodomésticos. Em todo o curso do rio, nossa reportagem identificou a sujeira, lixo e falta de conservação em todo trajeto do rio.

Em nossa conversa com Sergio Amorim, ele diz estar tentando com a Rio Aguas a canalização do Rio Catarino e que o projeto não tiraria os moradores doa margem do rio.

Por Marcelo Queiroz

 

[nggallery id=5]

Edição nº 5: Celeiros de Judocas da Associação Desportiva Fugi-Yama

O Realengo em Pauta foi visitar a Associação Desportiva Fuji-Yama de Judô do professor Josildo Carneiro da Silva – 4º DAN-FP, que em mais de 20 anos já formou 29 faixas pretas, com iniciação de crianças.

Professor Josildo e seus alunos.

Como forma caráter do futuro cidadão brasileiro, o judô é uma ferramenta para contribuir na formação com boas e positivas fazendo mente e corpo sadio. A metodologia não está focada no campeão, mas no comportamento, interesse e notas escolares. Os pais se sentem comprometidos nesta metodologia.
Na parte competitiva dois atletas vão participar da seletiva carioca, que classifica para o campeonato Brasileiro, em Alagoas. São eles Marcelo Luis e Thalles Perreira, ambos de doze anos. Marcelo Luiz conquistou o vice-campeonato Brasileiro Regional ( ES, BA, MG e RJ) na sua categoria.
A Falta de Apoio
Segundo prof. Josildo, eles recebem muitos convites para competir fora do estado, porém são recusados, pois não tem recursos financeiros para arcar com os custos, tais como: transporte, alimentação, qualificação, trabalhos específicos e treinamentos. Apenas o apoio dos pais muitas vezes não é suficiente para bancar o sonho de crescer no esporte e se tornar um campeão. Um atleta só no campeonato carioca conquistou 9 medalhas e não tem condições de levar o mesmo para competir em outros estados. Amante do esporte, prof. Josildo faz um apelo para empresários e comerciantes da região possam adotar e ajudar a formar um medalhista.
Planejamento é Fundamental
Prof. Josildo nos fala que não existe planejamento para formar atletas e que os pais tem pressa. Logo, a renovação é lenta e os talentos são desperdiçados. “Gostaria de ter condições para formar atletas. Cito Cuba como exemplo de planejamento que gera um melhor aproveitamento dos talentos no esporte. O tempo mínimo para formar um atleta é de cerca de 4 anos e com o jovem Marcelo Luiz, que sempre ganhou todas as competições, procuro dar um treinamento diferenciado.”
As aulas são ministradas na Sociedade São Vicente de Paula na Rua Goulart de Andrade 320. Os participantes têm de 04 a 12 anos e treinam todas as 2ª. 4ª e 6ª a partir da 18 horas. Mais informações : tel- 3908 3378  – 8809 3778
[nggallery id=4]

Edição nº 4: PREFEITO VISITA BASQUETÃO E PROMETE OBRAS.

Em Julho de 2011 o Realengo em pauta noticiou isso:

Realengo em Pauta acompanha a visita do Prefeito a Realengo.

Visita do Prefeito no Basquetão em Realengo (lado Norte), o Vereador Jairinho disse que com o Eduardo, eles (os políticos) têm conseguido melhorar a qualidade de vida das pessoas quePrefeito Eduardo Paes no Basquetão em Realengovivem aqui, a Zona Oeste tem tido outra cara e nem mesmo nos meus melhores sonhos eu imaginei que pudesse demandar com o Prefeito da Cidade num domingo de manhã, para ver de perto os problemas das pessoas que mais precisam, que são as pessoas da zona oeste, que estão trabalhando e batalhando melhorias do poder publico. E dirigindo se ao prefeito disse: Nós trouxemos o Sr.  Aqui hoje pois temos três problemas que nós priorizamos aqui na nossa região. Temos o problema da Praça dos Cadetes que tem ali o campo de Malha que atualmente esta servindo como Cracolândia, desejamos para ali, uma clinica da família, uma creche alguma coisa precisa ser feita…de preferencia uma clinica da família, para atender  a uma população carente em serviços de saúde aqui em Realengo, e reformar a Praça dos Cadetes que é importante também, estamos também com o pessoal  do IAPI, aqui de Realengo, para poder pedir a reforma destes quatro blocos de prédios e por fim temos uma reivindicação de 40 anos dos moradores da Marechal Simeão e rua Titanic, que sofrem com problemas de drenagem e enchentes, onde já teve registros de 1,5 m de água.  Sei da sua luta, e esforço, e que não serão da noite para o dia que resolveremos todos os problemas que se acumularam em 20 anos de abandono. Vou dar agora a palavra ao Coronel Jairo, que disse da alegria de estar aqui. E agora eles (os governantes) estão prestando atenção pra a Zona Oeste, pois ele sabe que foi aqui que ele foi eleito, que foi aqui que nós fomos às ruas e elegemos este prefeito. Graças a Deus ele reconhece e tem se esforçado para mudar este quadro. Digo que os eleitores devem pesquisar na internet o diário oficial, o que os políticos da região tem realizado, não é assim que se faz politica, colocando Jornalzinho confundido as pessoas, não é a faixa, não é o panfleto que diz quem fez a obra, e sim com estas pesquisas irão ver quem verdadeiramente esta brigando pelo seu bairro. Eu tenho a maior vaidade por lutar para trazer eles numa bela manhã de domingo, e ver o Jairinho relatar nossos problemas e reivindicações, eu acredito que ele vai fazer, pois tem compromisso com esta população. Tudo para nós sempre foi muito difícil, mas ninguém consegue tirar o amor e a dignidade que a gente tem por esta terra aqui. Muito obrigado, fiquem agora com o melhor prefeito do Brasil.

Prefeito Eduardo Paes  disse que todos os pedidos a ele feitos, já estão parcialmente adiantados, com orçamentos  em andamento, e outros já concluídos. Disse também que é prioridade dele a questão do saneamento.  (infelizmente não conseguimos perguntar nada a ele)

Morador indignado por não poder dialogar com o prefeito.

Ouvindo os moradores: Sr.  Antônio Galvão – ex-presidente da Câmara Comunitária de Realengo, morador da rua Titanic. Estou indignadíssimo, primeiro que eles vem numa visita relâmpago, e só querem falar e não ouvem a população e de blá-blá-blá estamoscheios. Exaltado o Sr. Antônio disse que o novo Viaduto começa onde não deve e termina onde não devia! Não tem alça para a rua São Pedro de Alcântara e outra coisa, tem autorização do Ministério da Guerra para resolver o problema da enchente, por que eu e o Coronel Ramirez (ex-comandante da ESEE), fomos na DI e ele autorizou a entrada das maquinas…aqui ó que eles vão conseguir.

Isso ai é conversa para enrolar o povo, não tem a mínima condição, afirma a Srª Helenice Capella

” Eu não sou engenheira, mas fiz economia e posso lhe garantir que estes dois

milhões e seiscentos mil, não cobre esta obra, não tem cabimento.”

Conforme já falei, esse pretenso orçamento, liberado para a

obra na rede de esgotos no entorno da Praça Antônio Galvão, não é suficiente.  A rede de esgotos dessa área é condominial, o que quer dizer que passa por dentro das casas, tem mais de setenta anos eestá quase totalmente inoperante.  As manilhas são de barro, com um diâmetro pequeno,tendo em vista que foram feitas para uma casa de dois quartos e, no máximo, quatro pessoas por casa.  Como o Senhor sabe, todas as casas foram ampliadas e, na maioria, foram feitas mais uma ou duas casas.  As manilhas que passam pelas ruas também estão saturadas, tendo em vista que a rede para águas pluviais também não é suficiente para o esgotamento das águas das chuvas.  Portanto elas acabam se misturando.

“A Sr. Eunice disse que R$ 2.600.000,00), não refaz a rede de esgoto nesta região, pois só a pintura dos prédios  ficou orçado em R$ 1.040.000,00.  O Sr. Marcos Wilson morador da Mal. Simeão concorda com a moradora e acrescenta que é inadmissível este problema perdurar por tanto tempo sem solução concreta.

De acordo com a CEDAE em visitas constantes para desentupimentos de esgotos, as manilhas que passam por baixo dos imóveis já esgotam água através delas, tendo em vista o desgate causado pelo tempo.   Agora,  qualquer sequelado mental pode deduzir que um orçamento de R$ 2.600.000,00, de acordo com dados fornecidos pelo Sr. Secretário de Obras, presente ao evento, não será suficiente.   O que vai ser feito, é mais uma vez, uma obra de maquiagem, para angariar votos, tendo em vista as próximas eleições para Governador do Estado.  É impossível que um orçamento desse seja compatível com a obra, principalmente se compararmos com o orçamento liberado para a pintura dos blocos de apartamentos da Rua Titanic, que ficou em R$ 1.040.000,00.   Ora, ou a pintura foi superfaturada ou o orçamento para o esgoto é insuficiente!  Como poderemos saber, já que não há transparência nas contas!

Fico feliz em poder colaborar com seu informativo e acho que Realengo precisa realmente de uma voz mais forte.

Quero que o Senhor possa encontrar na minha pessoa uma colaboradora a sua disposição.

Célia Regina de Souza moradora da Rua Xavier Câmara (leitora do Realengo em Pauta) disse se você passar ali em várias casas vai ver saber que um ladrãozinho safado entrou e roubou até comida de dentro doo armário,  até bicicleta por cima do muro ele levou, e ninguém faz nada, são garotos da comunidade que não tem escola direito, não tem atendimento social tipo afro reggae, não tem ensino profissionalizante as mães são pobres não tem como pagar. E porque quebra molas? Quebra molas não é prioridade, tirou a 33º daqui botou lá pra casa do caramba e a gente ficou abandonado pacificou o Batan. O povo aqui é meio hipócrita não fala quando precisa, temos aqui uma enchente a mais de 40 anos e ninguém resolve. Vem ver quando chove…mas venham de barco.

[nggallery id=2]

Edição nº 3: Das vielas da vintém, para o Theatro municipal.

Gabriel Francisco Pilar.

Um joia preciosa de apenas 14 anos descoberto pela professora Fernanda Gonçalves.

Qual o seu interesse por dança? R) Eu comecei com jazz, e a Fernanda fazia um trabalho social

 com balé no mesmo local e gostou do meu estilo e me chamou no final de uma da aula e convidou  para apresentar  uma coreografia e eu gostei e estou ai até hoje.

E teve alguma influencia da família ou amigos, R) Não, pelo contrário.

Eu comecei escondido da minha família, comecei na vila Olímpica Mestre André, e dizia em casa que ia fazer curso, e na verdade ia fazer dança?

E como foi a reação da sua mãe?  Como disse eu ia escondido, e depois que contei para ela não gostou nada disso… mas com o tempo foi amolecendo e aos poucos ela aceitou, e agora chora e tudo quando me vê dançar.

Ela não me proibiu de fazer, mas disse que não gostava, mas hoje é uma das minhas maiores incentivadoras.

Você teve algum tipo de discriminação por fazer dança? Tive pra caramba, tive até de mudar de escola, eram os meninos que faziam futebol na vila olímpica também e que estudavam na mesma escola, me viram dançar e para eles eu era bailarina, pois para eles não existe bailarino.

Tem sonhos de seguir carreira? Sim para o próprio Teatro municipal. Eu só estou na escola de dança do Teatro sob a direção de Maria Eloeneva, mas quero entra para o corpo de baile.

Vc sonha se apresentar em algum lugar especial? Sim na Argentina, é lá que se encontra o mundo do balé.

Vc se espelha em alguém? Não só admiro a Fernanda como uma grande bailarina, ela é perfeita para mim.

A Fernanda é a pessoa que foi responsável por vc estar no mundo da dança? Sim claro a Fernanda foi e tem sido ótima para mim, eu amo ela de paixão, todo dia agradeço o que ela o que esta fazendo por mim.

Qual a opinião dos instrutores do Municipal? Falam qu ainda não sou perfeito, e se continuar eu vou ser. Eles falam que sou bom, devo me dedicar e treinar com afinco.

Como vc entrou no municipal? Foi um teste, a Fernanda é formada por esta escola que estou agora, a ela me treinou e inscreveu para disputar com 24 pessoas e só tinha quatro vagas, e eu fui um dos quatro agraciados.

NÃO SOMOS PALHAÇOS PARA ACHAR GRAÇA

NÃO SOMOS PALHAÇOS PARA ACHAR GRAÇA

 Na esfera federal, no ministério dos transportes vem a tona um esquema de corrupção que é prodigo em beneficiar alguns e prejudicar a população que quer retorno aos impostos que paga. As licitações, ou a falta delas produzem fortunas desmedidas de alguns familiares em detrimento de atuação austera que melhoria em muito nossas atuais estradas, onde vidas são ceifadas todos os dias. Você vê graça nisso? Nem eu.

 Na esfera estadual, vemos uma nova engenharia a dar forma a equipamentos públicos. Os containers das UPA são a cara do moderno projeto. O grande discurso é que a agilidade produz um atendimento digno a população. Tudo isso é desmascarado pela imprensa onde o jornal O Globo prova que os containers são cerca de 25 % mais caros que um prédio de alvenaria. E demoram o mesmo tempo para ficarem prontos. E qual então a razão de se pagar mais caro? Beneficiar o amigo dono da fabrica de containers? Você acha graça nisso? Nem eu.

 Na esfera municipal nos deparamos com noticias de que o dinheiro destinado para obras de reconstrução dos municípios da Serra, que foram devastados pela

Marcelo Queiroz - Morador do Parque Real - lado sul

Marcelo Queiroz – Morador do Parque Real – lado sul

enxurrada no inicio do ano, foram desviados pelos governantes daqueles municípios. E que muita coisa deixou de ser feitas, pois o Superfaturamento das obras foi de mais de 50%, já que tudo foi aprovado sem licitação devido a emergência e nada foi feito, mas os empreiteiros já estão com os bolsos cheios. Você acha graça nisso? Nem eu.

 Nesta coluna apresentei apenas três casos de como o nosso dinheiro vai para os bolsos de alguns em detrimento de muitos. Podemos citar vários casos, mas queremos é criar uma nova atitude daqueles que detém a grande arma que é o voto. Como você tem votado como tem atuado aquele que você colocou no parlamento para te representar. Ele tem enriquecido como você? A renda familiar dele é igual a sua? Ou temos produzido famílias políticas como os Cozolinos, que enriquecem à custa da miséria de uma população como Magé. Você acha graça nisso? Nem eu. Cidadania participativa – todo o poder para o povo, que deve ser exercido a seu beneficio. Política é uma coisa séria.

 

 

TRANSPORTE DE LUXO

TRANSPORTE DE LUXO

O Rio de Janeiro terá a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 e nossos vereadores queriam dar uma grande contribuição no tema transportes para esses eventos. Tentaram comprar 51 carros Jettas (quatro airbags, freios ABS, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, CD player com MP3, Bluetooth, bancos de couro, ar condicionado, direção hidráulica e vidros e travas elétricas.) para o transporte dos representantes do povo no município, os nossos vereadores.

Você eleitor do Realengo em Pauta de ter ficado indignado com este grande projeto de transporte do legislativo municipal. Deve ter comparado a sua viagem diária para ir e vir do trabalho nos ônibus, metro e trens, principalmente no horário do rush com o apreciável passeio a bordo dos Jettas de 70 mil reais para cada vereador, inclusive para dois que estão trancafiados.

Vejam amigos, nossos vereadores recebem salários de R$ 15 mil reais por mês, tem uma verba mensal para gabinete de 100 mil reais e 1000 mil litros de combustíveis todo mês, querem receber carro de luxo de graça, o famoso 0800!

Deveriam sim receber um RIOCARD e usarem o trem, metro e ônibus nos horários de maior movimento, como todos que eles representam fazem. Falando nisso você lembra em quem votou em vereador na ultima eleição (2008)? Tem acompanhado a atitude e atuação dele, sabem quais projetos ele apóia? No caso dos carros de luxo, a coluna Ética e Cidadania te ajuda divulgando como se posicionaram os 51 vereadores de nossa cidade. Para o bem e felicidade do município e porque teremos eleições no ano que vem, o projeto que gastaria R$ 3.500.000,00 (três milhos e quinhentos mil reais) foi cancelado pela mesa diretora da câmara municipal do Rio de Janeiro.

São contra a mordomia: Andrea Gouveia Vieira (PSDB), Teresa Bergher (PSDB), Paulo Pinheiro (PPS), Tio Carlos (DEM), Carlos Bolsonaro (PP), Leonel Brizola Neto (PDT), Eliomar Coelho (Psol), Dr. Edson da Creatinina (PV), Roberto Monteiro (PC do B), Reimont (PT), Ivanir de Mello (PP), Marcelo Arar (PSDB), Rosa Fernandes (DEM), Paulo Messina (PV), Patrícia Amorim (PSDB), Dr. Fernando Moraes (PR), Carlo Caiado (DEM), Dr. Carlos Eduardo (PSB), Vera Lins (PP), João Cabral (DEM), Sonia Rabello (PV).

São a favor da mordomia: Renato Moura (PTC), Carlinhos Mecânico (PPR), Chiquinho Brazão (PMDB), Prof. Uóston (PMDB), Jorge Felippe (PMDB), Jorge Braz (PT do B), Dr. Gilberto (PT do B), Dr. Jorge Manaia (PDT), José Everaldo (PMN).

Ficaram na moita: Adilson Pires (PT), Alexandre Cerruti (DEM), Aloisio Freitas (DEM), Argemiro Pimentel (PMDB), Bencardino (PRTB), Dr. Eduardo Moura (PSC), Dr. Jairinho (PSC), Dr. João Ricardo (PSDC), Eider Dantas (DEM), Elton Babú (PT), Fausto Alves (PTB) (PRESO), João Mendes de Jesus (PRB), Jorge Pereira (PT do B), Jorginho da SOS (DEM), Luiz Carlos Ramos (PSDC), Luiz André Deco (PR) (PRESO), Marcelo Piuí (PHS), Nereide Pedregal (PDT), Rubens Andrade (PSB), S. Ferraz (PMDB), Tania Bastos (PRB).

Fonte: Portal G1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/05/veja-os-vereadores-que-querem-os-carros-de-luxo-da-camara-do-rj.html

Coluna Ética e Cidadania – por MARCELO QUEIROZ

Marcelo Queiroz - Morador do Parque Real - lado sul

Marcelo Queiroz – Morador do Parque Real – lado sul

O LIXO NOSSO DE TODO DIA

O LIXO NOSSO DE TODO DIA

Nos últimos dias algumas notícias sobre este tema estiveram na mídia. O início do Aterro Sanitário de Seropédica ou o fim do Aterro de Gramacho até o inicio do ano que vem. Aliás, o Aterro de Gramacho virou tema de filme até.

Mas a produção de lixo não pára. Na cidade do Rio de Janeiro se produz 1,5 kg de lixo por habitante, por dia. Ou seja, cada brasileiro que viva 70 anos produz 25 TONELADAS de lixo. A problemática do lixo passa por muitas vertentes. Qual destinação? Onde destinar? São algumas perguntas a serem respondidas. O chamado lixão de Gramacho está saturado e não pode receber mais os dejetos das cidades de Caxias e do Rio de Janeiro. Seropédica lutou contra a instalação de aterro sanitário em suas terras para receber o lixo de outros municípios.

O município do Rio de Janeiro “criou” um novo bairro para abrigar um aterro sanitário, surgindo Gericinó, em 2004. E não adianta, se falarem que vão trazer um aterro sanitário para a sua vizinha, você logo torcerá a cara! A verdade é que todos nós produzimos cada vez mais lixo e queremos cada vez menos que ele seja acumulado perto de nós. È mais fácil mandar o lixo para além de nossas fronteiras ou para a ‘Zona rural’.

Uma pergunta que muitos de nós não sabemos a resposta é como produzir MENOS lixo? Sim, qual a preocupação que temos com esse assunto ou achamos que lixo não é nosso problema? Não podemos fechar nossos olhos para um problema que deve ter além de nossa atenção, a nossa atuação. Saibam que menos de 5% do lixo urbano é reciclado no nosso país. Para citar alguns países, o Japão recicla 50 % do seu lixo e os Estados Unidos 11%.

A reciclagem atenuaria o problema com a redução do volume do lixo que despejaríamos nos aterros sanitários e lixões. Com um menor volume de lixo, reduziríamos também a possibilidade de contaminação dos lençóis d’água subterrâneos. Teríamos também reduzidos os riscos com mau cheiro, proliferação de animais nocivos e transmissores de doenças.

Nossa cidade há algum tempo promete uma coleta seletiva de lixo, mas até agora não vimos isso funcionar. Não é só o poder público responsável por isso. Cada um de nós pode e deve mudar de hábito e fazer o dever de casa para reduzir o volume de lixo. A seletividade do lixo pode ser feita por cada um de nós separando o lixo reciclável como papel, vidro, metais e plásticos.

Claro que temos que cobrar de nossas autoridades um programa sério de recolhimento desses materiais. Outro programa que eduque o cidadão a fazer a separação desse lixo, explicando para onde vai e como é o processo de reaproveitamento dessas materiais. A possibilidade de dar emprego a pessoas que não conseguem engajar no mercado de trabalho por falta de especialização e que poderia estar desenvolvendo atividade simples e importante na coleta seletiva.

Quantos condomínios já poderiam estar fazendo um grande programa de separação de lixo e de óleo de cozinha. São espaços públicos e tem que ajudar nisso também. O que ganharemos com isso? Um planeta melhor, uma cidade melhor.

Coluna Ética e Cidadania por Marcelo Queiroz

Marcelo Queiroz - Morador do Parque Real - lado sul

Marcelo Queiroz – Morador do Parque Real – lado sul

Edição nº 2: Várias histórias em um só local.

Capa da 2ª edição.

         

Nesta Edição mostramos que em um só local, pode haver muitas histórias para serem contadas. Onde no passado abrigou uma Fabrica de Cartuchos, e hoje se encontra o IFRJ e que neste intervalo houve uma briga pela instalação de uma CEFETEQ, através do Movimento Pró-Escola Técnica. (confiram)       

         

O Campus Realengo       

 O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro foi criado de acordo com a Lei 11.892, de 29 de Dezembro de 2008, esta lei que foi promulga pelo Então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela obriga que as Redes Federais de Educação Profissional, Cientifica e Tecnológica que criem os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IF).     

Qual o objetivo desta Lei? Foi dar mais oportunidade para os jovens que até então só poderiam estudar no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ), a onde também abrigava o Centro Federal de Química no bairro do Maracanã. Sendo que, por motivos de infra-estrutura a Federal de Química teve que mudar para a Praça da Bandeira. Como não poderia existir num mesmo município duas Redes Federais de educação, e a centralização destas escolas gerava a exclusão de muitos jovens que residiam em outros municípios de terem acesso a educação de boa qualidade para que pudessem competir com igualdade no mercado de trabalho, foram criados os Institutos Federais, o primeiro Instituto Federal criado foi o Campus de Nilópolis.       

Profº José Airton - lendo a nossa 1ª Edição - foto L. Fortes

Sabemos que após um longo processo de privatizações que a educação tecnológica passou e ainda vem passando, esta Lei foi uma forma de devolver ao cidadão o direito ter um conhecimento técnico de qualidade, e aumentou a inclusão destes cidadãos que estão distantes dos grandes centros, a este tipo de educação. Tal processo multiplicou até chegar a Realengo. O Instituto Federal – Campus de Realengo que hoje este situado na Rua Prof. Carlos Wenceslau, 343, e tem como seus responsáveis: Diretor geral do campus: Prof. José Airton Monteiro; Diretora Adjunta de Desenvolvimento de Ensino: Prof.ª Lúcia de Macedo Silva Reis; Diretor Adjunto de Apoio Técnico ao Ensino: Prof. Jorge Oliveira dos Santos.       

        

De acordo com as informações do Prof. José Airton Monteiro, o Campus Realengo ficou com uma área 2200m2 da extinta Fabrica de Cartuchos, esta Fabrica ocupou uma área de 146000m2 do Bairro de Realengo, sendo que o projeto da construção do Campus não foi concluído em sua totalidade, e nem as obrigações sociais que esta Instituição se propôs a atingir, como: o Ensino Médio Técnico, que não tem uma data específica para ser implantado neste Campus. Hoje este Campus oferece três cursos voltados para área da saúde a nível superior, são eles: Bacharel em Farmácia, Graduação em Fisioterapia e Graduação em Terapia Ocupacional.       

Sendo que o curso de Bacharel em Farmácia está em constante deslocamento entre este Campus e o Campus de Nilópolis, pois os laboratórios de Realengo não foram concluídos ainda, e para que os discentes não fiquem sem as aulas de laboratório esta foi a solução. Bem pelo menos este problema teve uma solução provisória, mais o Ensino Médio?       

Segundo o Prof. José Airton Monteiro a instituição tem um compromisso com a comunidade de disponibilizar 50 % das vagas para o ensino Médio técnico, mas como puderam observa este fato ainda não ocorreu. Hoje o campus é composto de cinco prédios, que estão distribuídos da seguinte forma: Um prédio de sala de aula, dois prédios de laboratório que não estão equipados sendo assim, possui também um prédio para clinica escola e o prédio da administração. Mas de acordo com o projeto estão faltando ainda à construção de uma biblioteca, mais um prédio de salas de aulas, um auditório, quadras poli-esportivas, setor dos professores, e falta equipar os laboratórios.       

O campus comporta atualmente 420 alunos matriculados, quando a capacidade deste campo é para 3000 discentes. Percebemos que objetivo primário desta luta não foi alcançado, mesmo tendo a promessa de que todas essas pendências serão sanadas, não devemos nos dar por convencidos, pois esta luta que perdura desde época da ditadura até os dias de hoje, não pode terminar assim. Mais para que este Campus chegasse aqui, teve muitas pessoas e grupos envolvidos, e estaremos falando deles também.       

   

_____________________________________________________________________________________       

A Fábrica de Cartucho de Realengo       

Para compreendermos melhor este contexto histórico, vamos falar escritor Carlos Alberto da Cruz Wenceslau (professor Emérito da Universidade Castelo Branco) autor do livro “Realengo (Meu Bem Querer)”, onde cita:       

“O ano de 1878 é um dos marcos fundamentais para compreensão da história do desenvolvimento local. Naquele ano, foi inaugurada a estação ferroviária de Realengo.”       

O autor cita que neste momento Realengo começou a receber algumas indústrias privadas e instituições militares:        

  • · Escola de Tiros e a Escola Militar de Realengo.

   

Em 1898 foi criada a Fábrica de Cartuchos de Realengo, e junto vieram novos comércios, novos empregos e novos realenguenses. O bairro cresceu entorno da fábrica, mas em 05 de maio de 1977, esta foi desativada, o que abalou o crescimento de seu entorno. Os realenguenses buscaram a superação e a maior prova desta é ver o hoje. Seguindo uma linha do tempo veremos em que se transformou a extinta Fábrica de Cartucho de Realengo.      

Hoje, dos 146000m2 que pertenciam à fabrica, uma pequena parte está sendo ocupada por algumas instituições como, por exemplo: o Colégio Pedro II, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Campus Realengo) e outras obras estão em andamento.       

  A  FÁBRICA  DE  REALENGO       

Antigo Arsenal - Foto Zé Russo

   O antigo Ministério do Exército, em seu organograma constava vários Departamentos que dirigiam um grande número de Diretorias. A Diretoria de Fabricação e Recuperação tinha sob a sua subordinação várias Fábricas e Arsenais para cumprirem a tarefa de fabricar e recuperar o Material Bélico do Exército. Dentre as Fábricas havia a muito importante e famosa Fábrica de Realengo.       

  Era da Fábrica de Realengo a tarefa de fabricar munição de infantaria, para todo o Exército Brasileiro, a chamada munição para o armamento leve, (fuzil, metralhadora, etc.)       

  Iniciou suas atividades com sede em Campinho, Cascadura, e mais tarde foi transferida para Realengo. Depois de estabelecida em Realengo, ocupou algumas das instalações da antiga Escola Militar de Realengo, que haviam ficado desocupadas em virtude da transferência da Escola Militar para Resende quando se transformou na Academia Militar das Agulhas Negras.       

 Iniciou com o nome de Fábrica de Cartuchos de Infantaria para mais tarde se tornar Fábrica de Realengo.   Com um grande número de funcionários de ambos os sexos e de várias categorias, ocupava quatro grandes áreas onde realizava suas atividades. As áreas  eram assim denominadas:      

 Área l, na rua Bernardo de Vasconcelos, destinava-se mais a parte administrativa, com o gabinete do Diretor, dos chefes dos Departamentos Técnico e Administrativo, as chefias de vários Serviços e também Tesouraria, Almoxarifado, Posto Médico etc. Nesta área estavam instaladas as antigas oficinas de munição .30 e 7mm, que depois da segunda grande guerra mundial os armamentos que usavam esse tipo de munição foram caindo em desuso. Havia, também, um Armazém Reembolsável e uma Padaria que  funcionavam nessa área para atendimento aos funcionários. Alguns funcionários quando se viam “apertados” sem dinheiro antes do pagamento do mês, faziam o famoso e chamado por eles de “bombardeio” que consistia em comprar mercadoria no Armazém Reembolsável, para desconto no final do mês e revendiam a dita mercadoria a terceiros e usavam o dinheiro nas necessidades do momento.       

  Área 2, na avenida Santa Cruz, destinava-se a parte social. Nesta área tínhamos o Serviço de Transportes, a Escola Maternal e a Escola de Aprendizagem Industrial, na qual eu estudei durante 3 anos e me formei na profissão de mecânico ajustador, enquanto outros alunos se formavam na especialidade de torneiros mecânicos e todos nós depois de formados, automaticamente já estávamos empregados na Fábrica e desempenhado nossas funções em uma das dependências já como profissionais.Já como militar fui professor de mecânica e coordenei a EsAl por aproximadamente 5 anos. Durante vários anos trabalhei na Oficina de Ferramental, que ficava na área 1, e  confeccionava ferramentas para, nas máquinas apropriadas fabricarem os estojos, as balas, as cápsulas para depois ser montado os cartuchos. Essa Escola  se destinavam aos filhos dos funcionários, e após uma prova de seleção entravamos para aprender uma profissão, havia também  o Serviço Social e um grande Refeitório onde todos os funcionários faziam duas refeições diárias: tomavam o café da manhã e o almoço, um campo para a prática de esportes e duas quadras para futebol de salão, voley e basquete.     

  Área 3, na rua  Oliveira Braga,  era destinada diretamente à produção industrial da Fábrica. Várias oficinas formavam essa grande área. As duas maiores e de grande importância  eram as que fabricavam  munições dos calibres 7,62  e o .50, das quais a Fábrica era especialista em todo o Exército Brasileiro. Além das munições acima citadas, havia a fabricação e o carregamento de cápsulas para essas munições  e o carregamento de alguns tipos de granadas, cujos corpos eram fabricados na antiga Fábrica do Andarai. Essa área, a mais extensa das quatro existentes, além do que foi dito acima havia também uma moderna Casa Balística, onde eram feitas as provas para verificação da eficácia da munição produzida, uma grande granja para atendimento dos funcionários, uma seção de desmancho de munição refugada ou que havia perdido a validade para uso e o Contingente Especial com um efetivo de, sargentos, cabos e soldados que eram escalados para  a guarda das quatro áreas da Fábrica.       

     Toda a produção era embalada na própria Fábrica, em cunhetes (caixotes) de madeira confeccionados na carpintaria da Fábrica  e enviada para o  BDMun (Batalhão Depósito de Munições) em Paracambi, aqui mesmo no Rio de Janeiro e depois distribuída nas diversas Unidades militares do nosso Exército.       

     Havia um desvio, ferroviário, que possibilitava a entrada de máquinas conduzindo vagões que se destinavam ao transporte de grandes quantidades de munição, que eram transportada para  unidades militares fora do nosso estado e servia, também para trazer munição de vários pontos do Brasil, munição essa que tinha perdido a validade por ter ficado sem ser usada dentro do tempo previsto. Essa munição vinha para a Fábrica a fim de ser destruída pois o seu uso não oferecia segurança. Para essa missão o Exército contava com o apoio da nossa Marinha de Guerra que transportava a munição em embarcações, na missão que eles chamavam de “faina de fundeio”e em alto mar era descarregada a uma  determinada distância da costa por medida de segurança, eu como não era do mar, enjoava muito quando participava na  missão da “faina de fundeio”., pois em alto mar a embarcação balançava muito.      

      Anualmente três grandes festa eram realizadas na nossa famosa FR, 8 de agosto, aniversário da Fábrica, quando havia várias atrações e competições esportivas  e as festa no final do ano, uma no Natal e outra no final do ano.       

Área 4, na rua Princesa Imperial. Esta um pouco afastada, se localizava no outro lado da linha férrea da estação de Realengo,  continha vários Paióis e se destinava ao armazenamento de munições e explosivos.       

  Pela década de oitenta, foi criada a IMBEL, (Indústria de Material Bélico) uma empresa particular, da qual o Exercito era um dos acionistas e fiscalizava a produção do que era fabricado. Todas as Fábricas militares passaram a pertencer a IMBEL  Depois de vários estudos, as comissões criadas para esse fim, verificou que não era vantajoso a continuação das atividades em algumas Fábricas sendo incluída nesse grupo a Fábrica de Realengo. Em conseqüência  a F.R. foi desativada. Os seus funcionários, militares e civis, foram transferidos para outras Organizações Militares do Exército e as áreas com os imóveis tiveram vários destinos. Podemos dizer que a desativação da F.R. deixou muitas saudades aos seus antigos funcionários e também a todo o povo de Realengo que a tinha com muito orgulho e era uma grande tradição no nosso bairro.      

Luiz Orlando - (fotos-L.Fortes)

                                                                                                                Fonte dessa consulta: Capitão R1 Luiz Orlando de Almeida       

Histórico:  Em 1951, com 14 anos entrou na Escola de Aprendizagem Industrial, em 1953, concluiu o curso de Mecânica Industrial da EsAI, em 1954 iniciou suas atividades como funcionário civil da F.R. , em 1957, após concurso foi promovido à graduação de 3° Sargento do Quadro de Material Bélico, em 1982, já como oficial, e com a desativação da F.R. foi transferido para outra Unidade Militar.       

 ____________________________________________________________________________________________       

O MOVIMENTO PRÓ ESCOLA TECNICA.      

        

O Realengo em Pauta foi ouvir de Joel Costa – um dos coordenadores do movimento Pro-Escola Técnica – como foi à luta para a implantação de unidade de ensino profissionalizante em Realengo.       

 Segundo Joel Costa o movimento começou foi no final da década de 80 por volta de 1987. Sendo uma articulação do movimento popular formado por associações de moradores.  Numa reunião de todas as associações de moradores da Zona Oeste na Igreja N.ª do desterro. Sendo  Joel Costa  eleito coordenador da área de Educação.Na nossa região participaram as associações do Cacau, Sulacap, Capelinha, Frei Miguel, Jardim Novo, Realengo e Adj. O Objetivo na região seria utilizar os terrenos da antiga fabrica de cartuchos, naquele momento abandonados.       

Foi criada uma comissão sendo composta por:      

 

Joel Costa (foto: M. Queiroz)

   

Antonio Palmeira (Ass. Cacau) / Dilma Garcia (Ass. Sulacap) / Nilton de Lima (Ass. Capelinha) / Francisco Tabosa (Ass. ) / Josete de Oliveira (Ass.) / Joel Costa (ass. Jardim Novo)       

 Na luta pela Escola Técnica aconteceu a participação de setores da Igreja, sendo destacada a atuação do Pe. Jonh Cribbin (OMI) e várias reuniões ocorrerão na Capela Cristo Rei.       

 Segundo Joel Costa um acontecimento importante foi o aparecimento de rachaduras na estrutura na Federal de Química (Maracanã). Os coordenadores ofereceram ao diretor da CEFETQ o terreno e a verba que havia sido aprovado para o projeto da escola técnica em Realengo. Aconteceu a visita de engenheiros e arquitetos da CEFETQ no terreno da fabrica de cartuchos.      

 Em 1992/1993 foi divulgado um manifesto a população sobre a luta do movimento Pro-Escola Técnica e começaram a colher assinaturas da população. Foram totalizadas segundo Joel Costa mais 20 mil assinatura.      

 Um novo fato importante foi o tombamento dos terrenos da Fabrica de cartuchos por decretos do prefeito e lei aprovada pela CMRJ.       

 A luta para realizar o sonho de milhares de famílias da Zona Oeste sofre um grande golpe quando o campus da CEFETQ foi transferido para Nilópolis por influência dos políticos daquele município. Inclusive com aprovação de Lei que veta a implantação de outra escola técnica no mesmo município segundo Joel Costa.       

 Foi feito o projeto arquitetônico do campus de Realengo. Segundo Joel Costa com a CEFETQ em Nilópolis foi realizadas reuniões com o Diretor Edmundo onde foi apresentado o projeto da Escola Técnica de Realengo.       

 Segundo Joel Costa a fase do Gov. Lula foi igual à de outros governos e que falta concluir o projeto como a praça de alimentação e o teatro. E que não tem prioridade para os alunos da rede pública como é no Pedro II. Para ele a Luta continua. O projeto será para 3 a 5 mil alunos e o espaço público deve ser utilizado pela comunidade. Como no Campus Realengo só funciona os cursos de graduação e que o ensino médio técnico não funciona ainda para muitos a luta pela escola técnica continua desde 1987, pois tem como objetivo formar mão de obra qualificada na região para aproveitar as oportunidades como a CSA, o pólo petroquímico de Itaboraí e do projeto siderúrgico da Costa Verde.      

 _____________________________________________________________       

Veja neste link outras fotos .      

https://picasaweb.google.com/112120399495786332201/Edicao202?authkey=Gv1sRgCMj9u-exgNKDTQ&feat=directlink      

COLUNA: ÉTICA E CIDADANIA                       

   

O PERIGO NUCLEAR    

 A coluna Ética e Cidadania programou para as primeiras edições do Realengo em Pauta tópicos relacionados com a municipalidade. Pretendemos tratar aqui questões como lixo, água, transporte e meio ambiente. Nesta edição poderíamos até retratar a tragédia da E.M. Tasso da Silveira. Mas vamos falar sobre um assunto mundial que pode um dia ter acontecimento aqui e gerar uma tragédia sem precedentes.     

 Acompanhamos pelos meios de comunicação a tragédia no Japão. Um País preparado e acostumado a terremotos devido à sua posição geográfica. A sabedoria milenar desse povo se organizou para enfrentar os desastres ambientais e tinha se saído muito bem até então. Os acontecimentos de 11 de março, quando o Japão foi sacudido por um terremoto e um tsunâmi, demonstraram que as nuances dos chamados acidentes naturais estão alcançando níveis elevados e provocou um risco maior. O acidente nuclear de Fukushima, um complexo de usinas nucleares que ruiu após o tsunâmi e os abalos sísmicos, com a explosão de reatores e vazamentos de água radioativa e que chegam agora (em 10 de abril) a classificação 7 (sete), a mesma de Chernobyl (Ucrânia -1986). Nossos olhos se voltam para Angra dos Reis, cidade litorânea de nosso estado e que abriga o complexo nuclear Almirante Álvaro Alberto, composto de 3 usinas: Angra I com 657 MW funcionando desde 1985, Angra II com 1309 MW funcionando desde 2001 e Angra 3 ainda em construção.     

 O complexo fica situado na enseada de Itaorna que na linguagem indígena quer dizer “pedra podre” talvez devido às constantes deslizamentos de terra da região.  Estamos longe dos terremotos e tsunamis do Japão, porém quais seriam as conseqüências de uma enxurrada de chuvas como aconteceu na região serrana em fevereiro deste ano, se acontecesse em Itaorna? As nossas autoridades, tendo a Eletronuclear à frente afirmaram que o modelo brasileiro é seguro e que as chances de ocorrer um acidente deste porte é quase nula. Parece que agora somos nós mais preparados que os milenares japoneses. Diziam isso também sobre Chernobyl e Fukushima veio para desmentir isso.      

 Estamos preparados para um acidente deste porte? Parece que não, pois uma das medidas que ajudaria na evacuação dos moradores do entorno da usina ainda não saiu do papel, trata-se da duplicação da estrada Rio-Santos. Temos que cobrar sim maior atitude e menos discurso sobre os verdadeiros perigos desta forma de gerar energia.     

      

      

Marcelo de Queiroz    

____________________________________________________________________    

     

Coluna: Terceira Idade    

Por Armando Silveira   

   

“Um Testemunho de Fé”    

 A Fé é uma adesão espiritual do homem á Deus. Crer em Deus é um ato humano, consciente e livre. Todo cristão, pela fé, deve conhecer e compreender melhor o Criador. Santo Agostinho diz: “Eu creio para compreender e compreendo para melhor crer”.    

Os desígnios de Deus são incomensuráveis. O que eu alimentara durante a minha juventude, era conhecer a Europa, precisamente a Suíça, onde meu saudoso pai estudara. Ali, ele se especializou em Línguas Modernas e Música.    

Ao regressar à sua terra natal, trouxe consigo, uma bola, e as regras do “Football Association”. Fundou um clube de nome “Stella” e é considerado o introdutor do futebol no Ceará, sua terra natal. Em 1909, graduou-se bacharel em Direito Criminal. Entrou para a política e logo foi eleito prefeito de Trairí, cidade litorânea do Ceará. Foi eleito deputado no governo Justiniano de Serpa. Em 1930, retirou-se da política, ingressando definitivamente no Magistério. Foi nomeado, por concurso, tradutor público do estado. Durante 40 anos lecionou em vários colégios a uma plêiade de homens ilustres: Moreira da Rocha, Menezes Pimentel, Armando Falcão, Juarez Távora entre tantos. Com Carmem Abreu Silveira, constituiu uma numerosa família. Faleceu em1967 cercado por 14 filhos e 52 netos.   

Quando da minha estada na Suiça, onde reside uma de minhas filhas, conheci Roma, na Itália, Paris, na França, Madrí, na Espanha, Viena, na Áustria e várias cidades fronteiriças com a Suíça. Na Suíça, conheci um povo conservador, disciplinado e culto. Na cidade de Lausanne, em um passeio a barco, fiquei admirado e extasiado ao ver um lago sereno e limpo, tão azul quanto o céu, as margens floridas; no horizonte, alvas geleiras recordavam uma moldura. Ao filmar tanta beleza eu cantarolava espontaneamente um verso: “Porque tu me deste a vida, porque tu me deste o existir, porque tu me deste o amor, a minha vida é para ti, Senhor…”    

A minha aposentadoria ainda era precoce quando retornei ao Brasil. Os amigos desapareceram. A insensatez começava a perturbar a razão. Minha esposa, companheira de muitos anos, participara da fundação do “Grupo de Oração Amor é Vida”, fundado por amigos da Paróquia N.S. da Conceição. Frequentei, pela primeira vez, numa quarta feira, à noite, ora se me lembro, fazia frio e pela primeira vez, ouvi os versos que eu mesmo havia murmurado no lago de Lausanne, na suíça. “Porque tu me deste a vida…” Louvado seja Deus, nosso Criador.    

Armando Silveira   

____________________________________   

Informativos:  

LIONS CLUBE -RJ – REALENGO – Novos Sócios –   

 Com a presença do Governador CL Aquilles (2011/2012) sob a presidência do CL Francisco Miranda, foi realizada no auditório da Faculdade Simonsen no dia 15 de Março a posse dos novos sócios. São eles CL Fernando, CªL  Maria José, CªLGelci e o CL Andre Luis comerciante Filé da padaria.     

CHATUBA REALENGO – Parabenizamos A Loja de Materiais de Construção CHATUBA,  que completou  1 ano de sucesso  em março.  À direção e aos funcionários, nossos parabéns e desejamos vida longa e sucesso  e que outras grandes lojas se juntem a ela, valorizando ainda mais o nosso Realengo.  

COLÉGIO PEDRO II  – Também ao Colégio Pedro II, pelos 6 anos da instituição em nosso bairro. E anunciam que vem muito mais coisas boas por ai, estão ampliando o número de salas, em breve um Conservátorio de Musica.  Mas são os pais é que agradecem a vinda deste tradicional colégio, engrandecendo ainda mais nossa região.     

 Arnô da Academia – 50 anos do Arnô da Academia, que foram comemorados juntos dos amigos e alunos com futebol no campo do Periquito, e logo após um churrasco na academia. Felicidades e muitos anos de vida.