Sobre Realengo em Pauta

Um Jornal totalmente dedicado ao bairro de Realengo. Informando e dando espaço em suas paginas, para que seus moradores expressem suas opniões, encaminhem sugestões e abre espaço para que comerciantes e empresários divulguem seus produtos ou serviços e com isso alavancar o progresso do bairro, gerando emprego aos seus moradores e melhoria de renda.

Realengo 200 anos: MOBILIDADE ZERO

MOBILIDADE ZERO

689 cascadura

739 na estrada da cancela 923 ok

Desde de março os moradores da Zona Oeste ficam literalmente a pé. Com o fim das atividades de duas empresas do Consórcio Santa Cruz, 38 linhas pararam a circular. O consórcio providenciou o retorno das linhas após muita reclamação dos usuários, mas o lado mais prejudicado ficou sem suas linhas principais. Enviamos correspondência à SMTR pedindo o retorno de linhas como a 689, 926, 737, 784, 684, 923 e 370. Somente na segunda quinzena o 689 retornou, mas para nossa surpresa o trajeto foi encurtado até somente Cascadura, enquanto o preço continua o mesmo. No fim de maio retornou a linha 926. Mas muito falta além de linhas que não retornaram, como uma melhora das linhas existentes, pois o espaço entre carros é demorado.

 

Integração Zero: Cadê o 739?

 

739 no coletivo micro onibus

739 no coletivo micro onibus

739 micro onibus

739 micro onibus

A linha 739 faria a verdadeira integração do bairro de Realengo. Infelizmente isso não ocorre por descaso da AUTO VIAÇÃO BANGU e por falta de fiscalização da SMTR.

Para solucionar este problema basta atender aos pedidos dos usuários da linha que são os moradores dos sub-bairros como Batan, Jardim Novo, Barata, Além do bairro de Padre Miguel.

Confiram a troca de emails entre a redação do Realengo em Pauta e a Secretaria Municipal de Transportes.

resposta da SMTR email do realengoempauta para SMTR resposta da SMTR

 

nas fotos abaixo a reprodução de aplicativos que monitoram localização dos onibus por GPS no Rio de Janeiro.

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Resgatamos em nosso arquivo o que a leitora Cintia Pessoa escreveu em Fala Realenguense na nossa edição nº 7.

Sou professora, artesã, nascida e criada em Realengo. Vejo as dificuldades deste lugar durante quase toda a minha vida!

Um dos grandes sofrimentos vividos aqui é a situação dos transportes… Moro no Batam, estudo na Simonsen e não existe uma condução para ir até lá! Vou até o Centro do Rio numa condução só, porém, para ir para Padre Miguel, são duas! Ou então, caminhar bastante… Mas nem preciso ir “muito” longe: sou consumidora de uma loja de artesanato que fica bem próxima da praça de Realengo e tambémRealengo em pauta - tabloide -novembro-7 edicao preciso fazer caminhadas para chegar até lá, ou seja, de Realengo até o “outro” lado de Realengo. Dependo de kombis que vivem lotadas e, quem tem RioCard, não pode fazer uso pois as mesmas não aceitam esta modalidade de pagamento. E as crianças que estudam na Nicarágua? Bem, as mães colocam os filhos em escolas públicas e pagam transporte particular para que seus filhos possam estudar. Eu acho um absurdo! Ah, e os idosos? Esquece, esquecidos totalmente!

Existe também a dificuldade para ir até Marechal Hermes, ou até mesmo a escola Rosa da Fonseca. É a mesma situação. Tanto faz, 739 ou 820, não dão lucro, não é mesmo? A prioridade não é bem estar público e sim o lucro. Solução: ou pagar o que já relatei, transporte ruim de kombis, ir para a escola de carro particular e pago ou, mudar de bairro…

O tempo não me permite falar mais, porém temos também uma deficiência em lazer, comércio, escola…

Deixo aqui um abraço esperançoso de alguém que gosta muito de viver neste bairro e que crê nas mudanças.

Cynthia Pessoa

Moradora do lado Norte

CRIME AMBIENTAL CONTRA PALMEIRA CENTENÁRIA.

CRIME AMBIENTAL CONTRA PALMEIRA CENTENÁRIA.

É com muito pesar que comunicamos a morte desta Palmeira, que por muitos e muitos anos ornamentou a entrada da Fabrica de Cartuchos e resistiu bravamente ao abandono sem cuidados algum, somente com a própria natureza lhe dando sustendo… Mas a mão do homem teima em destruir o que Deus criou e cuida silenciosamente.

Antes  e Depois de sufocada por entulhos.

Antes e Depois de sufocada por entulhos.

Em menos de um ano como essas fotos retratam, o despejo de entulhos promovido pela empresa Foz Águas 5, que transfere para o local montanhas de entulho excedente que retira das ruas do bairro, onde vem implantando a rede de esgoto e põe na calçada da antiga Fabrica de Cartuchos, este procedimento sufocou a planta na raiz, causando sua morte.

E o que se vê agora é que somente uma vai resistindo bravamente aos maus-tratos promovidos pelo homem, infelizmente não se sabe até quando ela vai sobreviver.

Rua Pedro Gomes, onde ainda resistem a ação do homen.

Rua Pedro Gomes, onde ainda resistem a ação do homen.

Obs: Tanto na frente quanto nos fundos, duas dessas Palmeiras foram plantadas e segundo dizem historiadores, elas serviam como marco natural para o caminho da Família Imperial, e as do fundo seriam uma marcação de rota alternativa, para que a diligência desviassem de possíveis ataques sem perder o rumo.

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Entulhos sufocaram estas palmeiras Imperiais.

Obs: Este local atualmente é alvo de uma briga entre uma Fundação Habitacional (ligada ao Exército) leia-se POUPEX e o Movimento Popular “ O Realengo Que Queremos” ,que reivindica para o local a implantação de um parque Ecológico, já chamado de Parque Realengo Verde. Como esta briga já se encontra na justiça, roguemos aos céus que a decisão seja para o povo, que não tem opções de  lazer, nem local apropriado para caminhar, correr etc.

Local: Rua professor Carlos Wenceslau, em frente a Antiga Fabrica de Cartuchos. (atrás da igreja Nossa Senhora da Conceição)

‪#‎fozaguas5 ‪#‎parquederealengoverde   (obs: Parcialmente resolvido, pois não jogam mais entulhos nelas…mas ressuscitar impossível)

Luiz Fortes morador da rua do Imperador, lado Sul – Criador e administrador do blog Pró-Realengo

A ditadura não acabou para uma parte do Brasil

Repressão, tortura, violação dos Direitos Humanos, execuções, abuso de autoridade… Muitos brasileiros acreditam que essas arbitrariedades ficaram restritas ao período da ditadura militar (1964-1985) e até demonstram simpatia e solidariedade pelas vítimas da repressão daquela página infeliz da nossa história, como cantou Chico Buarque, seja lendo livros ou assistindo a inúmeros filmes sobre o tema.* É um capítulo muito recente de nossa história e assunto que desperta várias paixões – uns se posicionam contra e também há os que são a  favor (e alguns pedem até a volta do regime).

 

Infelizmente toda aquela violência não ficou restrita aos presos políticos; foi exercida praticamente ao longo de toda a história do Brasil contra os mais pobres e infelizmente ainda hoje faz parte do cotidiano de milhões de brasileiros.

Como acontecia naqueles tempos, muitos hoje ignoram ou escolhem não ver ou se importar com as atrocidades que acontecem em nossas favelas, comunidades pobres em geral e presídios. Conceitos como pacificação, intervenção militar, remoções, redução da maioridade penal servem para camuflar e vender melhor para a sociedade uma política que há tempos extermina nosso povo e escolhe como vítima preferencial jovens negros e pobres das periferias do nosso país.

 

Se esses crimes existem – em parte é por cumplicidade de uma parcela significativa da sociedade, inclusive entre os pobres; alguns por ignorância e também há aqueles totalmente conscientes da escolha que fizeram. O que fazer para mudar a situação? É um trabalho de formiga que passa pela educação, conscientização da população, entender o que são de verdade os Direitos Humanos e que o acesso à saúde e à educação também são DH fundamentais. Para nossa classe política é importante que continuemos mergulhados na ignorância e vulnerabilidade, mas nem tudo está perdido. Existem inúmeras formas de resistência nas favelas: cidadãos conscientes dos seus direitos que se levanta contra as injustiças. A luta é árdua e às vezes parece não haver luz no fim do túnel, mas olhando para trás muito já foi conquistado. E continuemos na luta por uma sociedade verdadeiramente mais democrática.

 

*Alguns filmes sobre o tema:

Batismo de Sangue

Zuzu Angel

O Que É Isso, Companheiro?

 

CARLOS MAIA

Ator, diretor Cinematográfico

Dançarino, Jornalista…

morador da Rua Frei Miguel

V Seminário de Segurança comunitária da Zona Oeste-AISP14 .

V Seminário de Segurança comunitária da Zona Oeste-AISP14 .

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Realizado no auditório Prof. Carlos Wenceslau, na Universidade Castelo Branco, no dia 28 de maio de 2015, o seminário contou com a participação de diversas autoridades entre elas, destacamos, a ex. Delegada e atual deputada estadual, Martha Rocha; a coordenadora dos Conselhos Comunitários de Segurança, Major PM Claudia Moraes; o titular da 34ª DP, Rodrigo Santoro; a pró-reitora de Extensão, Prof. Elisabeth Felix, como anfitriã, representando a direção da UCB;  a atual Delegada titular da 33ª DP, Daniela Campos Terra; o Coordenador das UPPs  e Chefe do Estado Maior da PM, Cel. Robson Rodrigues; Cel. Friederik Minervini Bassani atual comandante do 14ºBPM; os capitães Lindolfo e Carvalho, respectivamente, comandantes das UPPs da Vila Kennedy e Batan, entre outros. Um dos temas em destaque durante as mesas de debate foi a redução da maioridade penal, atualmente em discussão no Congresso Nacional. A proposta foi alvo de uma enquete feita pela organização com a plateia, e entre as 149 pessoas que responderam ao questionamento, 90 pessoas declararam ser a favor da redução, e 59 contra.

 

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A deputada Martha Rocha declarou ser contra a redução, mas citou alguns casos para reflexão. O conhecido Caso João Hélio; uma tentativa de furto sofrida por ela própria, onde com a ajuda da Guarda Municipal, conseguiu capturar os menores infratores,

IMG_0710tendo em seguida um grande trabalho para que os mesmos não fossem linchados por populares. E por fim o caso do médico fatalmente atingido na Lagoa, quando do furto de sua bicicleta, onde em depoimento, o jovem delinquente ainda confirmou que voltou para desferir mais uma facada na vítima. Lembrou então a lei de IMG_0744determinado estado americano, onde para casos como estes, onde há análise caso a caso, e um julgamento preliminar pode ser realizado para que se constate se o menor não possui entendimento do que fez, de modo a ser julgado como adulto. A deputada criticou ainda a dificuldade em se achar conselheiros tutelares de madrugada, dizendo que acredita que a redução da maioridade será aprovada, mas que a sociedade não pode ter a ilusão de que ela resolverá os problemas.

O major Nogueira criticou fortemente o modelo de segurança atual. –É uma herança maldita da Ditadura, em que se tornou responsabilidade da PM o policiamento ostensivo, com o intuito de controle político social, enquanto a Civil foi cada vez mais colocada como uma polícia burocrática.

O major afirmou ainda que o sistema de segurança não tem indicadores claros sobre qual o seu objetivo, não havendo integração entre seus diversos atores: Ministério Público, judiciário, legisladores, etc. – A polícia prende muito, mas prende mal, pois a maioria dos presos são por crimes de menor potencial ofensivo e ligados à venda de drogas, não crimes contra a vida. – disse o oficial, que citou o ex-presidente do Uruguai, José Mujica – Se quisermos resultados diferentes, precisamos fazer as coisas de maneira diferente.

“Batalhões de proximidades ao invés de UPPs”

Esta é a aposta da cúpula de Segurança do Estado, que foi apresentada pelo Cel. Robson, em que afirma que a experiência das UPPs pode ser adaptada ao asfalto com a adoção de uma polícia de proximidade, que já está em estudo e um Projeto Piloto, na Tijuca, com união com a Guarda Municipal, Policias Civil e Conselhos Comunitários de Segurança. As apostas neste modelo, segundo ele, acontecerão aqui na Zona Oeste e na Baixada Fluminense, que terão prioridades nas futuras instalações. Ele afirmou ainda que a UPP do Complexo da Maré foi a última a ser implantada no Estado

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cel. Robson

O cel. Robson elogiou a participação e a contribuição riquíssima dos presentes, declarando poucas vezes encontrar plateia tão interessada e com tamanho conhecimento dos assuntos em debate.

 

 

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Maj. Claudia coordenadora dos CCS.

A Maj. Claudia disse que debates como esse são muito proveitosos e deveriam ocorrer com mais frequência, para que cada vez mais tenham este feedback com a população.

 

 

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Cel. Friederik Minervini Bassani

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Martha Rocha e Elizabeth Felix

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o titular da 34ª DP, Rodrigo Santoro e a Titula da 33ª DP  Daniela Campos Terra

 

Inauguração da Clinica da Praça dos Cadetes

O Realengo em Pauta acompanhou a inauguração da Clínica de Família Faim Pedro, na Praça dos Cadetes, Realengo. O nosso jornal conversou com o atual secretário de municipal de saúde, Daniel Soranz. O solícito secretário atendeu a nossa equipe com a mesma atenção quando era subsecretário de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde, na inauguração da Clínica da Família Armando Palhares.

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Clínica de Família Faim Pedro,

Dr. Daniel Soranz

 Dr. Daniel Soranz:- Essa clínica, para a secretaria, é muito importante; é uma das maiores da cidade, e vai ajudar a desafogar o CMS de Padre Miguel. O objetivo das clínicas é a prevenção, é evitar que as pessoas fiquem doentes, através do acompanhamento pelos mesmos médicos, os mesmos enfermeiros, ao longo do tempo. Essa clínica também conta com [aparelho de] raio-X, ultrassom, academia carioca, [programa de] alimentação saudável, e programa antitabagismo. Além disso a clínica tem uma farmácia com 211 itens, e não só distribui o remédio, mas ensina a tomar a medicação. A expectativa da Secretaria de Saúde é que essa unidade possa dar um atendimento de qualidade a toda a população da região.

REALENGO 200 ANOS INTEGRAÇÃO ZERO

 

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REALENGO 200 ANOS INTEGRAÇÃO ZERO

A linha 739 faria a verdadeira integração do bairro de Realengo. Infelizmente isso não ocorre por descaso da AUTO VIAÇÃO BANGU e por falta de fiscalização da SMTR.  Para solucionar este problema basta atender os pedidos dos usuários da linha moradores nos sub-bairros como Batan, Jardim Novo, Barata, além do bairro de Padre Miguel.

 

 

NO INTINERÁRIO ORIGINAL DA

LINHA 739

  7 unidades de saúde:

  1.  Upa De Magalhães Bastos (Localizada No Jardim Novo)
  2. Clínica Da Família Jonh Cribbin
  3. Clínica Da Família Armando Palhares
  4. Upa Realengo
  5. Clinica Família Antônio Gonçalves
  6. Hospital Estadual Albert Schweitzer
  7. Pam Da Bangu – Pam Manoel Guilherme Da Silveira Filho

09 unidades educacionais:

  1.  M. Estado de Israel
  2. Colégio Souza Lima
  3. IFRJ (Instituto Federal do Rio de Janeiro)
  4. E.M. Nicarágua
  5. Colégio Realengo e Faculdade São Jose
  6. Colégio Pedro II
  7. CIEP Tomas Jefferson
  8. E.M. Humberto Castelo Branco
  9. E. M. Corsino do Amarante e Gil Vicente

MOBILIDADE ZERO

Desde de março os moradores da Zona Oeste ficam literalmente a pé. Com o fim das atividades de duas empresas do Consórcio Santa Cruz, 38 linhas pararam a circular. O consórcio providenciou o retorno das linhas após muita reclamação dos usuários, mas o lado mais prejudicado ficou sem suas linhas principais. Enviamos correspondência à SMTR pedindo o retorno de linhas como a 689, 926, 737, 784, 684, 923 e 370. Somente na segunda quinzena o 689 retornou, mas para nossa surpresa o trajeto foi encurtado até somente Cascadura, enquanto o preço continua o mesmo. No fim de maio retornou a linha 926. Mas muito falta além de linhas que não retornaram, como uma melhora das linhas existentes, pois o espaço entre carros é demorado.

resposta da SMTR

Troca de emails com SMTR e Redação do JRP.

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Emails da Redação

email do realengoempauta para SMTR

solicitações de providências

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reprodução de monitoramento de onibus.

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reprodução de monitoramento de onibus.

ENCHENTE NA RUA GENERAL RAPOSO

gen raposo 3 29032015gen raposo 4 22032015As eleições se passaram. Os candidatos eleitos são os mesmos e nossos problemas também. Quando chove nossas ruas enchem. Chuvas rápidas e não temporais. Parece matéria repetida mas não é já retratamos aqui fotos da Pedro Gomes tiradas pela moradora Sonia Regina e agora nosso fotógrafo é o Thiago Machado da rua General Raposo. As obras prometidas não são feitas.

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CHEGAMOS A ABRIL

O mês de Abril chega e para Realengo SEMPRE será marcado pela tragédia da Escola Tasso da Silveira. Sempre prestaremos aqui homenagem aos nossos 12 anjos. Nunca deixaremos esquecer essa tragédia. E sempre tentaremos cobrar atitudes para que em nenhuma escola isso se repita. Mostramos nesta edição o drama das porteiras que foram contratadas após a tragédia. Acompanhamos o realenguense Vitor que atua na Casa Fluminense no debate em Senador Câmara sobre mobilidade. A primeira forania traz a palavra do Vigário Episcopal padre Felipe. Na UPP Batan o tempo de pascoa traz distribuição de ovos e bombons na sede e nas ruas do conjunto Agua Branca. Batemos novamente na tecla das chuvas nas ruas do bairro e apresentamos foto da rua gen. Raposo. Além de nossas colunas Ética e Cidadania e Deu no Blog convidamos você a leitura dos artigos dos realeguense Luiz Carlos Chaves e Carminha Morais. Boa leitura

PRIMEIRA FORANIA Pe. Felipe Lima

vigario 1

ENTREVISTA COM O PADRE FELIPE

REP: Como é sua chegada a esse cargo de vigário episcopal, como o senhor recebeu a notícia de estar sendo elevado a esse cargo e qual são seus planos pro vicariato?

VIGÁRIO: Bom, eu tenho seis anos de padre; nesses seis anos dois anos trabalhei no Seminário São José como formador do grupo de Filosofia e nos outros quatro anos trabalhei aqui na paróquia São Francisco de Assis, no bairro Senador Camará. Desde que cheguei aqui a gente tem feito um trabalho de comunhão. Fui vigário forânio da 3ª forania do vicariato por dois anos; depois de cumprir meus dois anos, me ausentei, e fazendo um trabalho de comunhão  com clero do oeste, um clero que por sinal era muito grande, porque compreendia muitos bairros da Zona Oeste, e havia essa intenção por parte dos padres pra facilitar o trabalho de comunhão, que houvesse uma divisão vicarial, e uma vez que havia quase que um consenso nessa vigario 4realidade pra facilitar o trabalho, a gente vinha nessa expectativa até que na última assembléia  que tivemos de todo o antigo Vicariato Oeste reunido, ouve uma eleição, não tanto uma eleição, uma indicação, que é a escolha do Bispo, indicação de 3 nomes  pra que o Bispo pudesse escolher entre esses ; pra minha surpresa, foi uma surpresa eu realmente não contava que isso pudesse acontecer. O bispo, naquele mesmo dia, me ligou pedindo pra eu assumir esse novo trabalho. Digo surpresa porque sou novo, recém-chegado no vicariato, ainda assim o Bispo achou que pudesse desenvolver, e eu disse meu sim pra esse trabalho; a expectativa de trabalho é grande somos agora 27 paróquias que compreendem os bairros de Senador Camará, Bangu, Santíssimo, Realengo, Padre Miguel, Magalhães Bastos, e a Arquidiocese do Rio tem proposto sempre inúmeros trabalhos de evangelização e de missão. A a gente espera que com esse número mais reduzido de paróquias a gente possa desenvolver com mais perfeição e atingir os objetivos que a Arquidiocese espera com essas propostas de trabalho, principalmente no que diz a respeito a missão e evangelização.vigario 3

REP: Recentemente ouve a cisão do vicariato, onde o vicariato (antigo) oeste ficou com 27 paróquias e o novo vicariato, o de Santa Cruz ficou com um maior número de paróquias e vai ser comandado pelo Padre George Bispo. Como o senhor (que está chegando agora) vê essa cisão do vicariato, qual a proposta apartir dessa cisão; tornar mais operacional a estrutura dos vicariatos?

VIGÁRIO: Sim, sem duvida favorece o trabalho. O vicariato com sete foranias como era anteriormente, 60 e tantas paróquias, nós moramos em uma cidade grande em que a nossa locomoção não é favorecida, os nossos encontros de formação sofriam com isso. A intenção é tornar tudo mais acessível. Fazer o acesso ser mais fácil pra todos os membros paroquiais, coordenação, principalmente no que diz respeito à formação; se a gente tem alguma atividade com interesse formativo pras nossas comunidades, nossas pastorais, a gente tem como viabilizar isso melhore e trabalhar com uma quantidade menor de pessoas.

Seminário da Casa Fluminense

4º Fórum Rio por Vitor MihessenVitor TV Brasil 1.1

Sou Vitor Mihessen, sou de Realengo, sou formado em Economia pela UFRJ e mestre pela UFF. Minha linha de pesquisa na academia trata de problemas que eu vivi desde os tempos de escola e que, apesar de descobrir bem depois, fazem parte de uma problemática muito famosa atualmente, chamada Mobilidade Urbana.

Eu e muitos do conjunto dos territórios que compõem a metrópole do Rio de Janeiro, precisamos nos deslocar por muitas horas para estudar/trabalhar, em uma batalha diária.

IMG_9276IMG_9261Foram três seminários de desenvolvimento local que abordaram: I)Panorama dos indicadores socioeconômicos oficiais sobre o território da AP5, apresentados por mim mesmo; II) boas práticas no campo da segurança pública em favelas apresentadas pela Eliana Sousa, do Redes da Maré e, por fim,III) exemplos de campanhas de mobilização social através da internet, com Guilherme Pimentel, da ONG Meu Rio.IMG_9280

E as salas do colégio Stuart Angel deram início às discussões, que versaram sobre os temas: Segurança Pública, Mobilidade Urbana, Cultura, Juventude e Crise Hídrica.

Fui mediador e palestrante do tema Mobilidade Urbana. Nossas parceiras convidadas foram a Clarisse Linke do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, ITDP-Brasil, e a Ana Gabriela Ribeiro, do Coletivo Campo Grande, com a campanha #onibusmepega, que provoca as autoridades públicas a fiscalizarem a atuação das empresas de ônibus do município, sobretudo quanto à oferta e a qualidade das linhas que atendem (ou deveriam atender) a região.

Dei início com alguns pontos da minha pesquisa. De como a mobilidade urbana atinge a todos diariamente, já que os serviços de transporte são vitais para que outras atividades se desenvolvam, seja trabalho, estudo ou lazer. Para quem demora uma hora e meia se deslocando por dia, ao fim do ano passou um mês inteiro em trânsito. A depender do modal e do horário utilizados, são, de fato, tempos perdidos.IMG_9350 IMG_9344

Só na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), um milhão de pessoas são atingidas todo ano. Outro dado alarmante é que aproximadamente dois milhões de pessoas de todas as partes se dirigem ao Centro da cidade do Rio todos os dias, o que comprova que há concentração do emprego, das oportunidades de estudo e também lazer.

Outra questão, levantada pela Clarisse, são os baixos investimentos em transporte público, em contrapartida com os diversos incentivos dados para o uso de automóveis, tema abordado na Lei Nacional de Mobilidade Urbana. A diretora do ITDP-Brasil defende ainda, que seja posta em prática a cultura do uso misto dos territórios, planejando a cidade para que os bairros e as vizinhanças sejam lugares que, desenvolvidos a partir da estrutura viária já existente, ofereçam oportunidades de trabalho, estudo e arte para seus moradores. Este modelo permitiria que modos de deslocamento saudáveis e menos poluentes fossem utilizados prioritariamente.IMG_9317

A estudante Ana Gabriela Ribeiro, falou como moradora e como ativista do coletivo que expõe a indignação com o sistema de transportes da Zona Oeste, ou melhor, com a ausência de um sistema, propriamente dito, integrado e sem falhas na operação. Argumentou que as pessoas que têm direito à gratuidade na tarifa são preteridas pelos condutores e deixadas nos pontos para longas esperas, o que representa um desgaste a mais para estes usuários. Sem contar que algumas linhas possuem horário reduzido de operação, o que impede que as pessoas cheguem em casa depois de determinada hora, às vezes optando pela informalidade, seja no transporte alternativo, seja no mercado de trabalho ou até mesmo no desestímulo à procura de boas oportunidades.

A esperança da Casa Fluminense e de todos nós, moradores de uma das metrópoles mais desiguais do mundo, é de que as mobilizações se multipliquem, de variadas formas, para que possamos cada vez mais ver garantido um direito fundamental para a democracia, que é o de participar das decisões feitas nos territórios e definir suas agendas prioritárias.Acredito que esta metodologia serve para dizer que quem tem de dizer o que é melhor para seus bairros, e cidades e regiões metropolitanas são os próprios moradores, ninguém mais.

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