Sobre Realengo em Pauta

Um Jornal totalmente dedicado ao bairro de Realengo. Informando e dando espaço em suas paginas, para que seus moradores expressem suas opniões, encaminhem sugestões e abre espaço para que comerciantes e empresários divulguem seus produtos ou serviços e com isso alavancar o progresso do bairro, gerando emprego aos seus moradores e melhoria de renda.

REALENGO 200 ANOS INTEGRAÇÃO ZERO

 

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REALENGO 200 ANOS INTEGRAÇÃO ZERO

A linha 739 faria a verdadeira integração do bairro de Realengo. Infelizmente isso não ocorre por descaso da AUTO VIAÇÃO BANGU e por falta de fiscalização da SMTR.  Para solucionar este problema basta atender os pedidos dos usuários da linha moradores nos sub-bairros como Batan, Jardim Novo, Barata, além do bairro de Padre Miguel.

 

 

NO INTINERÁRIO ORIGINAL DA

LINHA 739

  7 unidades de saúde:

  1.  Upa De Magalhães Bastos (Localizada No Jardim Novo)
  2. Clínica Da Família Jonh Cribbin
  3. Clínica Da Família Armando Palhares
  4. Upa Realengo
  5. Clinica Família Antônio Gonçalves
  6. Hospital Estadual Albert Schweitzer
  7. Pam Da Bangu – Pam Manoel Guilherme Da Silveira Filho

09 unidades educacionais:

  1.  M. Estado de Israel
  2. Colégio Souza Lima
  3. IFRJ (Instituto Federal do Rio de Janeiro)
  4. E.M. Nicarágua
  5. Colégio Realengo e Faculdade São Jose
  6. Colégio Pedro II
  7. CIEP Tomas Jefferson
  8. E.M. Humberto Castelo Branco
  9. E. M. Corsino do Amarante e Gil Vicente

MOBILIDADE ZERO

Desde de março os moradores da Zona Oeste ficam literalmente a pé. Com o fim das atividades de duas empresas do Consórcio Santa Cruz, 38 linhas pararam a circular. O consórcio providenciou o retorno das linhas após muita reclamação dos usuários, mas o lado mais prejudicado ficou sem suas linhas principais. Enviamos correspondência à SMTR pedindo o retorno de linhas como a 689, 926, 737, 784, 684, 923 e 370. Somente na segunda quinzena o 689 retornou, mas para nossa surpresa o trajeto foi encurtado até somente Cascadura, enquanto o preço continua o mesmo. No fim de maio retornou a linha 926. Mas muito falta além de linhas que não retornaram, como uma melhora das linhas existentes, pois o espaço entre carros é demorado.

resposta da SMTR

Troca de emails com SMTR e Redação do JRP.

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Emails da Redação

email do realengoempauta para SMTR

solicitações de providências

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reprodução de monitoramento de onibus.

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reprodução de monitoramento de onibus.

ENCHENTE NA RUA GENERAL RAPOSO

gen raposo 3 29032015gen raposo 4 22032015As eleições se passaram. Os candidatos eleitos são os mesmos e nossos problemas também. Quando chove nossas ruas enchem. Chuvas rápidas e não temporais. Parece matéria repetida mas não é já retratamos aqui fotos da Pedro Gomes tiradas pela moradora Sonia Regina e agora nosso fotógrafo é o Thiago Machado da rua General Raposo. As obras prometidas não são feitas.

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ReP13- EDITORIAL-CHEGAMOS A ABRIL

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CHEGAMOS A ABRIL

O mês de Abril chega e para Realengo SEMPRE será marcado pela tragédia da Escola Tasso da Silveira. Sempre prestaremos aqui homenagem aos nossos 12 anjos. Nunca deixaremos esquecer essa tragédia. E sempre tentaremos cobrar atitudes para que em nenhuma escola isso se repita. Mostramos nesta edição o drama das porteiras que foram contratadas após a tragédia. Acompanhamos o realenguense Vitor que atua na Casa Fluminense no debate em Senador Câmara sobre mobilidade. A primeira forania traz a palavra do Vigário Episcopal padre Felipe. Na UPP Batan o tempo de pascoa traz distribuição de ovos e bombons na sede e nas ruas do conjunto Agua Branca. Batemos novamente na tecla das chuvas nas ruas do bairro e apresentamos foto da rua gen. Raposo. Além de nossas colunas Ética e Cidadania e Deu no Blog convidamos você a leitura dos artigos dos realeguense Luiz Carlos Chaves e Carminha Morais. Boa leitura

PRIMEIRA FORANIA Pe. Felipe Lima

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ENTREVISTA COM O PADRE FELIPE

REP: Como é sua chegada a esse cargo de vigário episcopal, como o senhor recebeu a notícia de estar sendo elevado a esse cargo e qual são seus planos pro vicariato?

VIGÁRIO: Bom, eu tenho seis anos de padre; nesses seis anos dois anos trabalhei no Seminário São José como formador do grupo de Filosofia e nos outros quatro anos trabalhei aqui na paróquia São Francisco de Assis, no bairro Senador Camará. Desde que cheguei aqui a gente tem feito um trabalho de comunhão. Fui vigário forânio da 3ª forania do vicariato por dois anos; depois de cumprir meus dois anos, me ausentei, e fazendo um trabalho de comunhão  com clero do oeste, um clero que por sinal era muito grande, porque compreendia muitos bairros da Zona Oeste, e havia essa intenção por parte dos padres pra facilitar o trabalho de comunhão, que houvesse uma divisão vicarial, e uma vez que havia quase que um consenso nessa vigario 4realidade pra facilitar o trabalho, a gente vinha nessa expectativa até que na última assembléia  que tivemos de todo o antigo Vicariato Oeste reunido, ouve uma eleição, não tanto uma eleição, uma indicação, que é a escolha do Bispo, indicação de 3 nomes  pra que o Bispo pudesse escolher entre esses ; pra minha surpresa, foi uma surpresa eu realmente não contava que isso pudesse acontecer. O bispo, naquele mesmo dia, me ligou pedindo pra eu assumir esse novo trabalho. Digo surpresa porque sou novo, recém-chegado no vicariato, ainda assim o Bispo achou que pudesse desenvolver, e eu disse meu sim pra esse trabalho; a expectativa de trabalho é grande somos agora 27 paróquias que compreendem os bairros de Senador Camará, Bangu, Santíssimo, Realengo, Padre Miguel, Magalhães Bastos, e a Arquidiocese do Rio tem proposto sempre inúmeros trabalhos de evangelização e de missão. A a gente espera que com esse número mais reduzido de paróquias a gente possa desenvolver com mais perfeição e atingir os objetivos que a Arquidiocese espera com essas propostas de trabalho, principalmente no que diz a respeito a missão e evangelização.vigario 3

REP: Recentemente ouve a cisão do vicariato, onde o vicariato (antigo) oeste ficou com 27 paróquias e o novo vicariato, o de Santa Cruz ficou com um maior número de paróquias e vai ser comandado pelo Padre George Bispo. Como o senhor (que está chegando agora) vê essa cisão do vicariato, qual a proposta apartir dessa cisão; tornar mais operacional a estrutura dos vicariatos?

VIGÁRIO: Sim, sem duvida favorece o trabalho. O vicariato com sete foranias como era anteriormente, 60 e tantas paróquias, nós moramos em uma cidade grande em que a nossa locomoção não é favorecida, os nossos encontros de formação sofriam com isso. A intenção é tornar tudo mais acessível. Fazer o acesso ser mais fácil pra todos os membros paroquiais, coordenação, principalmente no que diz respeito à formação; se a gente tem alguma atividade com interesse formativo pras nossas comunidades, nossas pastorais, a gente tem como viabilizar isso melhore e trabalhar com uma quantidade menor de pessoas.

Seminário da Casa Fluminense

4º Fórum Rio por Vitor MihessenVitor TV Brasil 1.1

Sou Vitor Mihessen, sou de Realengo, sou formado em Economia pela UFRJ e mestre pela UFF. Minha linha de pesquisa na academia trata de problemas que eu vivi desde os tempos de escola e que, apesar de descobrir bem depois, fazem parte de uma problemática muito famosa atualmente, chamada Mobilidade Urbana.

Eu e muitos do conjunto dos territórios que compõem a metrópole do Rio de Janeiro, precisamos nos deslocar por muitas horas para estudar/trabalhar, em uma batalha diária.

IMG_9276IMG_9261Foram três seminários de desenvolvimento local que abordaram: I)Panorama dos indicadores socioeconômicos oficiais sobre o território da AP5, apresentados por mim mesmo; II) boas práticas no campo da segurança pública em favelas apresentadas pela Eliana Sousa, do Redes da Maré e, por fim,III) exemplos de campanhas de mobilização social através da internet, com Guilherme Pimentel, da ONG Meu Rio.IMG_9280

E as salas do colégio Stuart Angel deram início às discussões, que versaram sobre os temas: Segurança Pública, Mobilidade Urbana, Cultura, Juventude e Crise Hídrica.

Fui mediador e palestrante do tema Mobilidade Urbana. Nossas parceiras convidadas foram a Clarisse Linke do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, ITDP-Brasil, e a Ana Gabriela Ribeiro, do Coletivo Campo Grande, com a campanha #onibusmepega, que provoca as autoridades públicas a fiscalizarem a atuação das empresas de ônibus do município, sobretudo quanto à oferta e a qualidade das linhas que atendem (ou deveriam atender) a região.

Dei início com alguns pontos da minha pesquisa. De como a mobilidade urbana atinge a todos diariamente, já que os serviços de transporte são vitais para que outras atividades se desenvolvam, seja trabalho, estudo ou lazer. Para quem demora uma hora e meia se deslocando por dia, ao fim do ano passou um mês inteiro em trânsito. A depender do modal e do horário utilizados, são, de fato, tempos perdidos.IMG_9350 IMG_9344

Só na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), um milhão de pessoas são atingidas todo ano. Outro dado alarmante é que aproximadamente dois milhões de pessoas de todas as partes se dirigem ao Centro da cidade do Rio todos os dias, o que comprova que há concentração do emprego, das oportunidades de estudo e também lazer.

Outra questão, levantada pela Clarisse, são os baixos investimentos em transporte público, em contrapartida com os diversos incentivos dados para o uso de automóveis, tema abordado na Lei Nacional de Mobilidade Urbana. A diretora do ITDP-Brasil defende ainda, que seja posta em prática a cultura do uso misto dos territórios, planejando a cidade para que os bairros e as vizinhanças sejam lugares que, desenvolvidos a partir da estrutura viária já existente, ofereçam oportunidades de trabalho, estudo e arte para seus moradores. Este modelo permitiria que modos de deslocamento saudáveis e menos poluentes fossem utilizados prioritariamente.IMG_9317

A estudante Ana Gabriela Ribeiro, falou como moradora e como ativista do coletivo que expõe a indignação com o sistema de transportes da Zona Oeste, ou melhor, com a ausência de um sistema, propriamente dito, integrado e sem falhas na operação. Argumentou que as pessoas que têm direito à gratuidade na tarifa são preteridas pelos condutores e deixadas nos pontos para longas esperas, o que representa um desgaste a mais para estes usuários. Sem contar que algumas linhas possuem horário reduzido de operação, o que impede que as pessoas cheguem em casa depois de determinada hora, às vezes optando pela informalidade, seja no transporte alternativo, seja no mercado de trabalho ou até mesmo no desestímulo à procura de boas oportunidades.

A esperança da Casa Fluminense e de todos nós, moradores de uma das metrópoles mais desiguais do mundo, é de que as mobilizações se multipliquem, de variadas formas, para que possamos cada vez mais ver garantido um direito fundamental para a democracia, que é o de participar das decisões feitas nos territórios e definir suas agendas prioritárias.Acredito que esta metodologia serve para dizer que quem tem de dizer o que é melhor para seus bairros, e cidades e regiões metropolitanas são os próprios moradores, ninguém mais.

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COMO NOTICIAMOS A MAIOR TRAGÉDIA DE REALENGO.

COMO NOTICIAMOS A MAIOR TRAGÉDIA 7deabril 8deabril EM Tasso da SilveiraDE REALENGO.

 

 

 

 

COMO NOTICIAMOS A MAIOR TRAGÉDIA DE REALENGO.

Primeiramente ficamos estarrecidos com a dimensão do ocorrido, e constatamos pela TV e internet que todas as mídias já estavam lá…e além do mais, o Blog Pró-Realengo, que foi criado em 2008 ainda no Blogspot, sempre foi focado em PROmover o bairro, lutar em PROL de melhorias buscando seu PROgresso social, cultural e econômico e evitamos coisas que venham a denegrir a imagem do bairro, não que queiramos virar as costas para os problemas, ao contrário, queremos que eles cessem ou ao menos diminuam e não nos aproveitarmos deste ou daquele episódio de alguma forma para ficar em evidência…evidência esta que foi natural, pois o mundo todo nesta época voltou os olhos para Realengo e ao digitarem o nome do bairro acabamos ficando muito conhecidos, registrando só naquele mês 10.000 visitas no site. Decidimos postar somente uma tarja preta, e posteriormente fizemos a divulgação das ações e lutas que os parentes das vítimas até hoje travam com o poder público, para que isso não volte a ocorrer nunca mais.

sexta-feira, 8 de abril de 2011 Brasil, um país do Presente!

Esta é uma imagem NEGATIVA , que não queremos nem em Realengo, nem em nenhum local. O Pró-Realengo evitou postar algo sobre o assunto, pois além de toda mídia já estar falando exaustivamente, este espaço foi idealizado para promover o bairro com suas coisas boas e ajudar moradores a reivindicar melhorias das coisas ruins. Mas entende que esta tragédia é fruto de falta de educação básica. Se o ensino fosse levado a sério neste país, com professores e funcionários envolvidos na área sendo remunerados dignamente, hoje as empresas não estariam com déficit de mão de obra qualificada, e consequentemente a geração de emprego e de renda seria melhor e evitariam que mentes vazias pudessem ter tempo de planejar um plano muito bem arquitetado como este que vitimou não só essas crianças, mas seus familiares, que terão que conviver só Deus sabe como, com essas lembranças e um vazio eterno em suas vidas.

Senhores educadores e governantes da área educacional repensem essa politica de “País do Futuro”. Quando será este futuro que eu já ouvia falar nos anos 60 quando tinha a idade dessas crianças… se queremos mesmo um Brasil melhor o caminho é A MELHORIA NA EDUCAÇÃO. Vamos pensar e agir como “Um país do Presente”, urgente enquanto ainda há tempo.

Postado por Pro-Realengo – Luiz Fortes (administrador) às 09:13

Como nosso editor ficou sabendo da tragédia?

Como é de costume até hoje sempre pela manhã dou uma vasculhada nas mensagens, nas postagens , nos comentários, publico algo e este dia não foi diferente, ficando totalmente desligado de televisão, no máximo ouço uma música… e por volta de 11 horas recebo um telefonema de um amigo de longa data, Jorge Pereira, com quem trabalhei lado a lado por 26 anos, e aqui transcrevo a conversa telefônica que está muito fresca em minha mente ainda hoje.

– E ai Fortes tudo bem?

– Sim camarada tudo legal.

– E com esposa e filho ….

– Tudo legal também.

– Eles estão em casa?? (já fiquei meio cabreiro)

– Não, minha esposa está fora agora e meu filho está no colégio..

– Ele estuda perto? (Já ficando preocupado)

– Sim bem perto, porque?

– Cara não sei como falar…aconteceu uma tragédia numa escola ai em Realengo e estou preocupado com eles…como ela vai reagir…ele estuda onde..

– Jorge, onde soube disso…que escola??

-Tá em todas as televisões…desde cedo, tu não tá sabendo??

Liguei a TV para entender a preocupação dele… Fiquei estarrecido enquanto via as imagens e as narrações, juntamente com o relato dele ao telefone e disse-lhe que não era a escola em que ele estudava, etc e que não era tão perto assim da minha casa.

Então só tive a confirmação da grande amizade e consideração com esta preocupação com minha família por parte do Zerão (apelido do Jorge). Como diziam os mais velhos: “Amigos a gente conta nos dedos”.

A CULPA É DA DILMA! A CULPA É DA DILMA!

A CULPA É DA DILMA! A CULPA É DA DILMA!

Nossa Zona Oeste não é vista pelos governantes. Curral eleitoral de um grupo, os suburbanos são bem lembrados na época da eleição e até exaltados, depois esquecidos e até mal tratados. Mas a culpa é da Dilma! Nosso Jornal tem feito cobertura das “visitas” de nosso alcaide Eduardo. Elas são mais contumazes no período que antecede as eleições e sempre inaugurando algo que ainda não está totalmente pronto. Mas a culpa é da Dilma! Nosso transporte está caótico e muitas linhas sumiram. 739. 869, 370, 894, 742. 921 e 923 entre outras. Mas o prefeito fala que o BRT vai melhorar tudo. Mas a culpa é da Dilma. Nossos vereadores que deveriam fiscalizar os contratos como o do consorcio Santa Cruz nada fazem ou fazem teatro. Mas a culpa é da Dilma! Aqui na Zona Oeste os ônibus são carroças diferentes dos que atendem a Zona Sul da cidade. É a cidade partida como dizia Zenir Ventura. O preço é o mesmo cobrado, mas nosso povo é tratado como gado. Também os vereadores não usam transportes públicos. Mas a culpa é da Dilma! Estamos em tempo de operação lava-jato e sabemos que essa inércia do poder público em relação a transportes está diretamente ligada ao lobby que as empresas exercem sobre os mandatos dos parlamentares. Mas a culpa da Dilma! Numa recente avaliação foi constatado que os ônibus da Zona Oeste são os piores da cidade. Nenhuma novidade para nós que aqui moramos e dependemos dos coletivos que carregam o povo do subúrbio. Mas a culpa é da Dilma! Neste mês de Abril não poderíamos deixar de falar na tragédia dos 12 anjos de Realengo. Falando em Cidadania e falando em direitos quais as providências tomadas pelo prefeito para minimizar a possibilidade de uma tragédia dessas voltar a acontecer. Preocupa-nos quando vemos que milhares de porteiros foram

Marcelo Queiroz - Morador do Parque Real - lado sul

Marcelo Queiroz – Morador do Parque Real – lado sul

dispensados. Ora, eles foram contratados em resposta ao massacre da Escola Tasso da Silveira e se foram dispensados é por causa de quê? Desnecessário? Ou descaso depois de passados 4 anos do ocorrido. Outro ponto nos chama atenção: o prefeito tão obreiro como este nega uma melhoria na Praça Piraquara para que lá seja colocada uma homenagem aos nossos anjos. Mas a culpa é da Dilma! Não custa lembrar as próximas são para prefeito e vereadores. Temos que estar atentos para escolher de fato uma mudança para melhor.

 

Lágrimas pelos Anjos

Realengo em Pauta: Abrimos espaço para Zoraide Vidal, e ela vai mostrar o outro lado da violência,enfrentadas pelas famílias dos policiais, e que não recebem a divulgação necessária.

ZORAIDE: Meu nome é Zoraide Vidal, sou mãe da policial civil Ludmila Vidal, que foi levada para dentro de uma favela num assalto em 2009, foi espancada, morta a
pauladas e depois queimaram o carro dela. Nós mães do grupo nos ajudamos. Das pessoas que fizeram isso, dois já faleceram, outro tá preso no complexo de Bangu. Então, se a gente
correr na frente, a gente consegue fazer justiça. A nossa associação que está surgindo agora, é uma associação que vai proteger os policiais, porque protegido você só está pelo Céu, mas aqui na Terra você não está. Então nós vamos juntar forças, levantar a moral do
policial, que tá muito abalada, pois infelizmente a imprensa ajuda a colocar o policial pra baixo. Quando o policial morre, ninguém faz manifestação. O que a gente tá querendo é isso, elevar a autoestima do policial, porque ele é um funcionário público, que está ali pra
cumprir o dever dele. Se ele sai na rua pra segurar a multidão ou pra bater e agredir, ele só revida o que ele recebe. Então nós estamos aqui nessa luta pra unir, pra dar força, pra IMG_9817melhorar a vida do policial, porque ele merece, ele é o nosso grande herói. Quando a gente se vê diante do nosso algoz, que é o ladrão, é a polícia que chamamos e depois a gente agradece a Deus. Então ele, o policial, ele tem que estar à frente, ele
tem que ser valorizado, ele tem que ter direitos humanos sim. Vamos nos unir, pra gente mostrar a nossa força, e derrubar essa bandidagem que está no nosso estado.

4 anos de saudades

Adriana Silveira, presidente da Associação dos Anjos de Realengo e mãe de Luiza Paula,
nos faz um relato destes quatro anos de saudade e da luta das mães dos Anjos de Realengo.

É uma luta desigual, mas a luta continua e contamos com o apoio da população que

sempre esteve ao nosso lado, e continua mandando uma palavra de conforto uma palavra
de carinho e isso tudo nos ajuda a se manter de pé, pois vivemos de altos e baixos e IMG_20150305_110422279_HDR IMG_20150305_110230760_HDRquando uma mãe está mais fraquinha vem outra e ajuda e vice e versa.

Hoje lutamos não mais pelos nossos filhos, mas pelos filhos
de nossos amigos e vizinhos por todas as crianças de nosso
país. Queremos o direito de botar nossos filhos dentro da
escola e ter a certeza de que vamos voltar e pegá-los com
vida, pois a situação da segurança das escolas está precária, os vigias e porteiros já foram
retirados, ficaram  durante três anos e agora todo já foram mandados embora,uma solução IMG_20150305_092851057_HDR IMG_20150305_092847251_HDR (1) IMG_9816temporária.

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 Homenagem aos Anjos.

E nós estamos pra receber uma homenagem em forma de estátua em tamanho real aqui em Realengo, e já que Realengo está pra fazer 200 anos, que possamos receber
este presente, em uma praça digna, uma praça legal, onde nossas crianças possam ir, brincar com segurança. Mas estamos sem local definido, optamos pela praça
Piraquara que é uma praça de fácil acesso a tudo, é bem visível enfim, mas estamos enfrentando o dilema que a nossa prefeitura se recusa a cobrir parte do Rio
Piraquara (atualmente o rio a divide). Assim ficaria uma praça única e mais segura, como já foi feito em outro rio no mesmo bairro, portanto é viável; juntamente com uma reforma, pois como hoje está nem podemos chamar de praça e sim logradouro público, tanto as
crianças quanto os 200 anos do bairro merecem uma nova praça.

PORTEIRAS DEMITIDAS PARTICIPAM DE MISSA DOS ANJOS

Conversamos com as porteiras Fátima Trota, Rosângela e Vilma Virgílio, que trabalharam na rede municipal de ensin, e que participaram da missa em memória dos anjos. Elas nos contaram que foram contratadas para trabalhar nas portarias logo após a tragédia da Escola Municipal Tasso de Oliveira. Passaram por um curso realizado na Guarda Municipal, que tinha cerca de 3 mil porteiros, e que passados 3 anos foram todos esses demitidos, ficando as portarias desguarnecidas e entregue a pessoas com desvio de função. Perguntam as porteiras como fica a segurança das escolas já que elas eram responsáveis pela entrada e saída, atendimento a estranhos, mantendo sempre os portões da escola trancados.

“Assim, as nossas crianças iam estudando com tranquilidade, os nossos diretores podiam trabalhar com tranquilidade. Os agentes educadores podiam ir para o serviço deles, que é circular pelas escolas e auxiliar os professores nos corredores. O secretário escolar podia ajudar o diretor na área administrativa, e a gente fica ali naquela parte.” – disse Vilma Virgílio, que trabalhou na Escola Municipal Ema Negrão de Lima, e indagou à secretária Helena Bomeny o porquê das porteiras não serem consideradas qualificadas, como teria afirmado a secretária, uma vez que passaram por curso realizado pela própria prefeitura. “O que será preciso acontecer? Uma nova tragédia?”

Lágrimas pelos Anjos:

Declaração de Tania Lopes (irmã do Jornalista Tim Lopes).

RP: Como você vê a situação no Rio de Janeiro, onde nós temos tragédias Tania Lopesdiferentes; queríamos que você falasse um pouco sobre isso.

TÂNIA LOPES: Eu acho que nós, pessoas de bem, que buscam a paz e a segurança, temos a nossa indignação sendo desafiada o tempo todo. Precisamos continuar nos indignando pela perda dos nossos jovens, das nossas crianças. E é uma situação quase que diária, cotidiana, que não pode se transformar numa coisa natural. Atos como esses, onde lembramos das mortes dos anjos de Realengo, Servem para sensibilizar o Estado, o governo, pra que a gente tenha a segurança nas escolas, um cuidado na questão dos defensores de direito, de educação, que são os nossos professores. É uma gama de situações seríssimas que precisam ser evitadas pra que essas situações não voltem a acontecer.

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Depoimento do Padre Núbio (pároco da igreja São José de Magalhaes Bastos)

RP: A Igreja é presente em todos esses momentos a presença da família junto às famílias dos doze anjos de Realengo. Como o senhor define essa presença, junto a essas famílias, mesmo muitos que não são católicos?

PADRE NÚBIO: Muito se questiona, quando acontece uma se acontece uma atrocidade, um incidente que comove a população dessa forma, onde está Deus nisso tudo? E muitos não percebem que Deus está logo ali, junto com as famílias. Então a Igreja mais do que Pe Núbionunca – e ainda mais a Campanha da Fraternidade esse ano vem lembrar isso – “A Igreja e a Sociedade”, a Igreja deve estar mais preocupada com as coisas da sociedade, com o sofrimento do próximo, não pode se manter numa posição à parte, ela tem que estar junto, tem que estar buscando o conforto, injetando esperança nos corações para que eles não venham a desanimar ou que o quadro não venha a piorar. Desde o início a Igreja se preocupou com essa questão dos doze anjos de Realengo, porque além de serem crianças aqui do nosso bairro, onde a Igreja Católica é bastante atuante. Além disso, eram jovens que participavam das nossas paróquias. Pelo menos temos a informação de que dos doze, quatro eram coroinhas, inclusive dessa Paróquia Nossa Senhora de Fátima e São João de Deus. Então mais do que necessária era a presença nossa. O nosso cardeal D. Orani Tempesta foi uma das primeiras autoridades a chegar no local, no dia do acontecimento, junto com a Doutora Marta Rocha, para consolar as famílias ali na hora. Então sempre que precisarem, nós vamos estar aqui representando a Igreja, representando esses doze jovens, que eram crianças que nós já consideramos nossos anjos, que intercedem por nós lá no Céu.

Ao final Padre Flávio pároco da paróquia Nsª Fátima e São João de Deus, onde foi celebrada missa de quatro anos dos anjos de Realengo.

Pe. Flávio

 RP: Gostaríamos de saber como o senhor vê esse momento, de dor e de saudade, e como é a presença da Igreja junto com essas famílias.

PADRE FLÁVIO: Eu procuro ser uma pessoa muito atenta. Assim que eu vi esse problema na escola, há 4 anos, eu liguei aqui pra paróquia, pra me inteirar do ocorrido. E hoje, Deus quis que eu estivesse aqui celebrando essa missa, sendo pároco da paróquia da região. É uma missa que a gente celebra com o coração apertado, triste, mas ao mesmo tempo, cheio de fé e esperança. A gente precisa unir as pessoas de bom coração, pra lutarmos contra essa violência que toma conta do mundo todo, do Brasil, do nosso Rio de Janeiro, que é uma cidade muito bonita, mas a violência está presente no coração do ser humano, e a gente precisa tirar todo esse sentimento ruim, e preencher com o amor, a paz, a misericórdia, lutar com muita determinação, e não desistir. A gente não pode desistir da paz, do amor. A gente precisa unir forças pra celebrar a vida, e tornar o próprio dia-a-dia algo melhor.

REALENGO 200 ANOS

Realengo está fazendo aniversário e não é um simples aniversário; junto com ele festejamos também a alegria de fazer parte desse bairro. Quando vim morar em Realengo, há 28 anos, trouxe comigo a esperança de reconstruir a minha vida, vida essa despedaçada, triste e amargurada. Encontrei aqui nesse lugar o acolhimento que tanto precisava para renascer e fazer ressurgir um novo tempo, tempo de esperança e realizações.

Aqui encontrei o amor e a confiança para realizar meus sonhos acalentados por muitos anos. Foi em Realengo que fiz amigos, terminei de criar minha filha, aqui nasceu meu filho, conheci meu amor, plantei árvores e escrevi livros. Realengo é um bairro muito especial, apesar da idade ainda falta muita coisa a ser conquistada para que seus moradores possam viver com tranquilidade.

Precisamos da construção de mais escolas e que elas tenham segurança para os nossos filhos estudarem e serem homens de bem, postos de saúde, médicos. Necessitamos de mais linhas de ônibus direto para o centro da cidade, local de trabalho da maioria dos seus moradores. Enfim, precisamos ainda de tantas coisas que precisaria um espaço maior para citar.

Vou ficando por aqui com a certeza de que um dia veremos nosso bairro sendo citado pela mídia como o melhor bairro para se viver no Rio de Janeiro, lugar de gente humilde, corajosa e trabalhadora. Porque quem faz o lugar é o povo que vive nele e aqui vive um povo cheio de esperança e confiante de que os seus sonhos não são UTOPIA.

Escritora do Jardim Novo

Carminha Morais

Autora dos livros: Ministério Abba Pai, Felicidades se constrói em doses homeopáticas, Onde anda você? Vidas entrelaçadas pelas linhas do tempo, Simplesmente por Amor, Muito Além das Estrelas, Estou de Olho em Você, O Trem da Minha Vida, e os Contos e Afins.

OPINIÃO:
Por Luiz Carlos Chaves

Eis que é chegado o Outono… E que bom que o verão se foi, deixando pra trás todas as camisas suadas, e o mal-estar de dias muito quentes, com temperaturas em torno de 50 graus. Já não aguentava mais aquele calor brabo, logo eu, que na juventude, fui rato de praia, chegava cedo e saía quase ao anoitecer, com um gosto de ainda quero mais, com muito frescobol, mergulhos para refrescar e tirar o cansaço, e a competição de pegar um Jacaré até a areia. Foi bom demais… Adorava o sol, como forma de ficar bronzeado, e ficar bonitinho para as menininhas… Essa fase passou, e hoje curto mesmo é um bom papo, com aquela pessoa do bem, de bom humor e alto astral, que me faz rir de tudo ao meu redor, e com muita sombra e água fresca, sem esse calorzão que já se foi com o Verão…

Mas nesses dias, o tom da conversa tem girado sempre em torno de um assunto, que muitos de nós estamos deixando de lado, e que é pra lá de fundamental para nós moradores deste bairro. Falo do Rio Catarino, e tudo que ele nos causa em dias de chuva forte. O Rio Catarino é um rio estreito, raso e saturado, e jamais poderia ter recebido as obras do Rio Cidade, onde as águas pluviais, do lado da Av. Santa Cruz, foram jogadas para esse Rio. Elas deveriam ter sido jogadas para o Rio Piraquara, que é largo, profundo e não saturado.

Por motivo de economia porca, e a falta de um estudo de impacto, o Catarino recebeu, no final de 1999, as águas advindas da chuva, numa ligação em frente à Universidade Castelo Branco, e depois desta ligação feita, aliada à ignorância das pessoas que teimam em jogar lixo nos rios, os transtornos que ficaram, são enormes, causando danos a uma grande população, que fica rezando para não chover forte, pois toda uma região fica inundada, desde a Av. Santa Cruz, em frente a Universidade Castelo Branco, Rua Bernardo de Vasconcelos, onde ficam a Comlurb, e os Colégios Coronel Corcino e Gil Vicente, e a estação de trens de Realengo, até a Av. Brasil, quando finalmente se encontra com o Rio Marinho e continua seu curso para o Estado do Rio.

Mas, o maior transtorno causado, é na Favela do Vintém, que fica com muita lama e sujeira, e todas as ruas próximas também ficam sujas e alagadas, como a Estrada da Água Branca, Rua Petrópolis, Rua Recife, Rua Marechal Falcão da Frota, Marechal Agrícola, Marechal Marciano, Rua Barão Triunfo e muitas outras… Uma verdadeira tragédia.

Existem muitas soluções para essa burrada que foi feita no Rio Cidade, e cito uma solução como exemplo de tantas outras, que é rasgar a Rua Professor Venceslau, atrás da Universidade Castelo Branco, em linha reta, direto, colocando manilhamento até o Rio Piraquara, que é como a obra do Rio Cidade deveria ter sido feita, numa obra de aproximadamente 1 quilômetro, para esvaziar um pouco do volume do Rio Catarino. Mas o que falta mesmo para acabar com esse problema nefasto é vontade política, é vontade de acabar com o sofrimento de quase 20 mil pessoas que são atingidas toda as vezes que chove forte. Isso só terá fim, quando a população for para as ruas, e cobrar do Governador e do Prefeito o fim deste sofrimento.

Como somos um povo acomodado e sem culhões, vamos viver essa tragédia anunciada, ainda por muitos anos, a não ser que apareça um ser que torne possível a sensibilização da grande massa deste local, botando o bloco na rua, com faixas, e tudo que se puder fazer para causar transtorno e chamar a atenção, e que se cobre de maneira efetiva, as obras necessárias, para dar fim a essa esculhambação de falta de vontade em dar fim ao sofrer dos moradores de Realengo, por onde o Rio Catarino passa.

Luiz Chaves

Luiz Carlos Chaves

Mas a solução fica difícil pois não se tem onde colocar uma placa de realização da obra, porque é debaixo do chão, e por isso os políticos não serão reconhecidos, e não se esforçam para concretiza-la, daí a dificuldade em se fazer uma obra, e não ser lembrado pelo feito. Isso é uma “Vergonha”… Com a palavra os políticos da Região Administrativa, Sub Prefeitura, Vereadores e deputados da Zona Oeste.