Dois anos de uma tragédia e um grande descaso das autoridades.

No dia 07 de

abril de 2013 completaram dois anos da tragedia de Realengo, e foi celebrada uma missa organizada pelo movimento da mães que perderam seus filhos e que além disso ainda precisam lutar contra o descaso dos políticos que não cumprem as obrigações que o município teria de assumir para com os familiares em diversos aspectos.Contou com a presença de alunos, familiares diversos órgãos da imprensa e lideres de movimentos humanitários e políticos e organizações não governamentais.

A cerimonia religiosa foi presidida pelo Monsenhor Luiz Antonio Lopes Pereira de Vigário Geral e Pároco Luiz Carlos na Igreja Nsª de Fátima e São João de Deus. no Jardim Novo.

O Jornal Realengo em Pauta e o Blog de Realengo estiveram presentes e em conjunto produziram este material.

Marcelo Yuka
disse que as famílias não estão tendo suporte algum seja psicológico ou na saúde física também. Fora a questão de tentar remover lá do cemitério Jardim da Saudade, na hora de enterrar logo depois do acontecido levaram para um cemitério próximo e teoricamente bonito e agora passado dois anos estão tentando remover, Elas estão certas, eu estou aqui com elas e por elas, pelas famílias pois tem um montão de revindicações que o municipio não vê. (Marcelo Yuka – ex baterista do Grupo o Rappa e que ficou paraplégico devido a um tiro recebido durante um assalto no Rio de Janeiro).

LEMBRAR É REAGIR, ESQUECER É PERMITIR. foram palavras repetidas diversas vezes e que devem ser lembradas.

Adriana Silveira uma das mães que estão a frente do movimento que cobra as ações não só prometidas  pela prefeitura mas que realmente são de sua responsabilidade.

Perguntamos a ela sobre a questão de mudança no local onde
foram enterradas.

Sim fomos comunicadas que somente seria por trés anos nem o município nem nós alugamos ou compramos os túmulos ai terá que ser feito a remoção. E já entramos com um pedido no qual a organização os 12 Anjos, solicitamos que elas não só permaneçam lá mas que possamos trazer as outras crianças para um só lugar e enfim o acessor do prefeito disse que iria tomar providência e que marcaria uma reunião comigo mas eu quero tudo documentado.

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Tania Lopes, irmã de Tim Lopes (jornalista torturado e morto dentro da Vila Cruzeiro) Eu estou muito preocupada de que essas família continuem tendo seus atendimentos psicológicos o apoio para seus filhos para família toda, irmãos dos falecidos e os sobreviventes acho que isso tem de ter.
Mas eu acredito nas entidades formadas pela população eu sou militante, mesmo antes de ser militante contra a violência após a morte do Tim, eu já
militava do Movimento de Mulheres ligadas a entidades grandes como a Articulação de Mulheres Brasileiras, então eu só acredito nesse movimento na união de todos os setores da sociedade, porque só essas doze famílias não vão conseguir nada sozinhas, é preciso que todo mundo adere, somando de alguma forma, se não for feito dessa forma essas pessoas perdem as forças, pois com a dor toda que se tem no peito não é brincadeira e tem de estar o tempo todo sendo estimulada apoiada para que não esmoreça, e a gente tem de estar junto como cidadã.

Lucas aluno da Tasso faz um emocionante desabafo.

As escolas da cidade e da Zona Sul precisam de segurança tanto quanto as nossas aqui da Zona Oeste, é preciso que aconteça outra tragédia para que se ponha segurança que precisa ter, a educação que precisa ter, a reforma que precisa ser feita, construir um prédio para não ser usado…um prédio só para mostrar que fez a revolução da escola, o espirito da escola e os alunos somos cada um de nós, que vamos para a escola estudar com força de vontade não por sermos obrigados, estudamos para sermos alguém na vida estudamos hoje para sermos futuros professores, futuros policiais e também vamos para a escola, não para discutir, não para brigar , não para bater, não para brigar…vamos brigar sim pela educação , por um mundo novo um mundo
melhor, não vamos para discutir por causa de namorada, não vamos xingar a mãe de ninguém nem o pai de ninguém, nós vamos para a escola por uma educação melhor , por um mundo melhor para que jamais aconteça em escola nenhuma o que aconteceu conosco temos de lutar pela segurança, pela nossa educação pela educação nas outras escolas também, pela nossa segurança pela segurança detodos em todos os lugares não só nas escolas. Esse é um pedido que fazemos aos governantes, aos políticos, agora que estamos chegando perto da nossa escola, onde aconteceu esse fato terrivél que marcou nossas vidas para sempre.


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